BENEŠ, UM CRIMINOSO DE GUERRA
Edvard Beneš assumiu em 1935 a presidência da Tchecoslováquia e acabou sendo um dos mais odientos e abomináveis criminosos da Segunda Guerra, responsável direto por uma limpeza étnica, das mais cruéis da história. Mas antes de falar de Beneš precisamos abordar a questão da Tchecoslováquia, considerada por muitos como um dos motivos desencadeadores da Segunda Guerra.

Vemos aí um mapa da situação como ela ficou depois do Tratado de Saint Germain de 10/9/1019. O que vemos como sendo a Tchecoslováquia antes era uma região que fazia parte do Império Austro-Húngaro. Era habitada por tchecos (42%), alemães (23%), eslovacos (22%), magiares (5%), judeus (4%) e outros (4%). As diferentes tonalidades de verde demonstram as áreas de população prioritariamente alemã, tcheca e eslovaca.
Já durante a Primeira Guerra 1914-1918 os tchecos haviam demonstrado tendências separatistas, constituindo até contingentes que lutaram ao lado da Rússia. Com o fim daquela guerra e da dupla monarquia eles ocuparam militarmente toda a região alemã e expulsaram o recém formado governo da Boêmia Alemã. Assim, portanto, criou-se 20 anos antes da Segunda Guerra uma nação que até então não existira. Tudo ratificado pela Entente aliada.
Quando Edvard Beneš assumiu a presidência do país em 1935 já se manifestava o sucesso popular do novo governo nacionalsocialista alemão, com influências políticas não só na própria Áustria, como também nas áreas por esta perdidas poucos anos antes. Beneš proibiu o partido nacionalsocialista que já se formara na Tchecoslováquia que, entretanto, se transformou no Partido dos Alemães Sudetos e em pouco tempo passou a ser majoritário. Isto obviamente provocou crises políticas no país, que acabaram resultando na reunião em Munique de Chamberlain, Daladier, Mussolini e Hitler, representando Grã-Bretanha, França, Itália e Alemanha respectivamente. Ali, em 29/12/1938, firmou-se o acordo, conhecido como Acordo de Munique, através do qual, respeitando a prometida autodeterminação dos povos, as áreas de população alemã foram incorporadas à Alemanha. Com isto Beneš se demitiu e foi para Londres, onde constituiu um governo paralelo. Três meses depois a Eslováquia (verde claro no mapa) se declara independente e a região tcheca restante através do seu governo provisório pede a Hitler que assuma o Protetorado da mesma.
Beneš não dá trégua. Em 1944 perante a Câmara em Londres declara: “a revolta deverá ser violenta, um poderoso acerto de contas com os alemães... deverá ser uma luta sangrenta e sem clemência”. Na BBC no mesmo ano: “em nosso país o fim da guerra será sangrento”. Em maio de 1945 volta a Praga como presidente e DECRETA entre outros:
– Confisco de bens na agricultura.
– Congelamento dos bens financeiros dos alemães, inclusive poupanças e contas correntes.
- Liquidação da Universidade Alemã de Praga (fundada em 1348).
- Liquidação da Igreja Evangélica com confisco dos seus bens.
Em 3/6/1945 proclama em discurso em Tabor: “arranquem os alemães de suas casas, arrumem lugar para nossa gente - deveríamos ter feito isto em 1918”.
Beneš foi o responsável pela expulsão de mais de três milhões de alemães de seus lares e de suas terras colonizadas há centenas de anos pelos seus antepassados. Cerca de 250.000 foram assassinados, às vezes a pauladas. O mais tristemente famoso dos seus decretos foi o de nr.115 de 8/5/1946, que declara legais e impuníveis todos os bárbaros crimes praticados em relação e por conta da limpeza étnica, da expulsão dos alemães. Os decretos de Beneš continuam em vigor até hoje. Ninguém foi indenizado e ninguém conseguiu retomar suas posses. Mas o Estado tchecoslovaco ganhou muito dinheiro com isto. Apenas o valor das posses agrícolas confiscadas foi estimado em 100 bilhões de coroas tchecas. Para comparar: o orçamento anual do país de 1934 foi de 7,6 bilhões de ckr.
A Eslováquia, então independente, aliou-se ao Eixo em 1940, voltou a fazer parte da Tchecoslováquia em 1945 e novamente se separou da hoje República Tcheca em 1.de janeiro de 1993.
Os tchecos permaneceram neutros sob o protetorado alemão com exceção dos 5.000 voluntários que se alistaram na SS. Como é que Edvard Beneš conseguiu mobilizar tanto ódio?
toedter@uol.com.br
RESGATE DE JUDEUS
Cotidianamente o mundo é confrontado, isto quase 70 anos depois dos acontecimentos, com notícias sobre o genocídio de judeus, que teria sido praticado de forma planejada e sistemática pelos alemães durante a Segunda Guerra. A repetição permanente dá a entender que ela é necessária a fim de não permitir questionamentos. Países que nada têm a ver com os fatos até adotaram leis que criminalizam a negação da ocorrência. Medidas desta natureza e dimensão nunca foram indispensáveis para convencer a opinião pública em relação ao extermínio de índios na América do Norte. Ninguém o põe em dúvida, porque índios não mais existem. Tampouco é preciso proibir que se negue a escravização dos povos africanos. A prova é que seus descendentes estão aí, ao nosso lado. Não vieram a nado, nem emigraram de suas origens.
Acontece que também existem outras notícias, não evidenciadas, não repetidas ao extremo, mas que têm a virtude de convidar ao raciocínio e à formação de dúvidas ou de um conceito próprio. Assim vemos Yehuda Bauer, professor e historiador judeu, escrever em seu livro Freikauf von Juden? Verhandlungen zwischen dem nationalsozialistischen Deutschland und jüdischen Repräsentanten von 1933 bis 1945 – Suhrkamp Verlag 1996 (Resgate de Judeus? Negociações entre a Alemanha nacionalsocialista e representantes judeus entre 1933 e 1945) detalhadamente sobre a preocupação alemã de se livrar da população judaica, não através do seu extermínio físico, porém dela se utilizando como valor de troca. Segundo Bauer houve no ano de 1944/45, entre 3 de novembro e 15 de janeiro, no hotel Baur em Zurique, conversações em torno da troca de 600.000 prisioneiros judeus por caminhões e outros bens. Teria havido a participação de Himmler. Parece que neste caso não houve acordo. Americanos e ingleses não se preocuparam em salvar quem quer que seja. O que chama a atenção é o número de prisioneiros objetos da pretendida transação. Mas Bauer menciona ainda diversos comboios que nos meses finais da guerra levaram judeus para a Suíça.
Um cidadão de Stuttgart diz em declaração juramentada que ao final de janeiro de 1945, quando o tráfego de trens já sofria as maiores irregularidades, foi embarcado na condição de correio oficial por acidente em um trem-hospital. O comboio consistia de no mínimo 20 vagões novos e, segundo lhe falou o chefe do transporte, estava levando 1500 pessoas de Bergen-Belsen (campo de concentração no norte da Alemanha) para Kreuzlingen (Suíça) via Constança. Lá seriam trocados por 2000 alemães, prisioneiros de guerra feridos. Perguntado, lhe falara ainda que fazia um transporte destes por semana e que certamente não era o único. Quando o declarante deixou o trem em Ulm pôde constatar que os passageiros usavam indumentária normal, como qualquer habitante. Também não davam sinais de subnutrição.
Durante toda a Segunda Guerra houve negociações entre órgãos oficiais alemães e aliados ou representantes judeus para que estes pudessem deixar a área de domínio alemão. Isto é confirmado também pelo Prof. Yehuda Bauer. Confirmaria também que era propósito do regime nacionalsocialista encontrar um destino para a população judia, como se falou na ilha de Madagascar, por exemplo, e que não era o seu extermínio puro e simples.
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GENERALIZAÇÕES
Tenho procurado evitar que meus pensamentos sejam infiltrados por um vício muito humano, porém demais pernicioso. É aquela história de dizer precipitadamente “é tudo farinha do mesmo saco”. Ou, como o mundo foi induzido a pensar, todo nazista é criminoso e todo alemão é nazista. Representante exemplar desta linha de raciocínio é o judeu Daniel Goldhagen que no seu livro “Os carrascos voluntários de Hitler” acusa todo o povo alemão de antisemitismo. Da mesma forma é fácil ceder à tentação e pura e simplesmente culpar todos os judeus de difamarem os alemães ou de exterminarem os palestinos. Não é por aí. Ainda recentemente me mostraram um vídeo que registrava a visita de cortesia feita por um grupo de dez ou onze rabinos ao presidente do Iran Mahmud Ahmadinejad, antagonista declarado de Israel. Discordar de um estado não é ser inimigo do seu povo.

Assim eu queria render aqui uma homenagem a um judeu. Trata-se de Victor GOLLANCZ (1893-1967). Nasceu na Inglaterra de pais que emigraram da Polônia, então província da Rússia. Criou uma editora e criticou a Alemanha nacionalsocialista por sua política antijudaica. Mas já durante a guerra defendia um tratamento justo ao povo alemão e condenou a exigência aliada de “rendição incondicional”. Um ano após término da guerra visitou a Alemanha e ficou abalado com a miséria que encontrou no país destruído. No seu livro In Darkest Germany (Na Alemanha mais sombria) chamou a política de ocupação de desumana, denunciando a desnutrição, a falta de condições mínimas de vida e a planejada destruição da economia alemã. Censura a Re-educação. Ao final descreve o povo e busca despertar simpatia por ele. Este livro nunca foi editado na Alemanha.
Gollancz foi o fundador do movimento Save Europe now! (Salvem a Europa agora) através do qual pretendeu forçar uma política sensata em relação ao país subjugado. Interveio a favor dos soldados prisioneiros de guerra e quando criticado publicamente por defender de humilhação pública de que foi vítima por deficiência física o septuagenário Marechal von Rundstedt declarou: “Ele é um homem de idade, e eu fui educado no sentido de mostrar respeito diante de um idoso. O senhor deve se envergonhar, caso veja de forma diferente.”
Este eminente judeu pronunciou-se também pela libertação de todos os soldados ainda prisioneiros e que se acabasse com os processos por crimes de guerra. Escreveu muitos artigos para jornais. Em um deles, em 1949, ele lembra que o locutor da BBC costumava dizer “Ontem lançamos tantas mil bombas sobre a Alemanha...” e Gollancz contesta afirmando que isto era uma simplificação estenográfica. Na verdade, explica, as lançamos sobre milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças. Alemanha, arremata, não é um conceito abstrato, são milhões de almas humanas!
Em 1960 foi distinguido com o Prêmio da Paz do Comércio Alemão de Livros e depois esquecido.
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PERGUNTAS
Noite de quinta-feira. Eu assistia ao Jornal Nacional quando a Fátima anunciava: Interrompemos a nossa programação... Era a propaganda política apresentada regularmente em horário nobríssimo pela televisão brasileira. Antes de desligar o som e, como de uso, aproveitar o tempo para um telefonema, vejo a tela da TV enrubescer. Não, não era o rubor de vergonha, era um vermelho vivo, agressivo e tinha ao meio o símbolo comunista da Foice e Martelo! Não entendo. Sei que vivemos numa democracia. Sei que a nossa Constituição assegura “liberdade de pensamento e de expressão” (coisa que o deputado Marcelo Zaturansky Itagiba ainda não conseguiu absorver). Mas o que é difícil de entender é como uma doutrina, um movimento que já originou tanta desgraça ao próprio país esteja aí livre, alegre e à vontade, consiga até ser suprido com dinheiro público, enquanto outro pensamento político seja proibido e execrado.
Lembrando só a Intentona Comunista de 1935 fui buscar no site www.ternuma.com.br sob o título Ações Terroristas o texto abaixo:
>>> A intentona comunista de 1935 no Brasil é apenas um episódio no imenso repertório de crimes que o comunismo vem cometendo no mundo inteiro para submeter os povos ao regime opressor denominado “ditadura do proletariado”. Desde o massacre da família real russa, das execuções na época de Stalin, das invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão.
No seu desmedido plano de domínio universal, foi sempre apoiado na escravização, na tortura e no assassinato de milhões de entes humanos, cuja dor e cujo sangue parecem ser a marca indispensável das conquistas comunistas.
Ostentando dísticos enganadores, agitando falsas promessas, os comunistas de 1935, como de hoje, são os mesmos arautos da sujeição e da opressão. <<<
É sabido que desde então o comunismo nunca desistiu da ideia de instalar regimes de força aqui e no mundo todo, mesmo depois de ter abdicado do poder em sua terra de origem.
Bom, e daí? Daí cabe perguntar o motivo de ser proscrito, banido, proibido um ideário político que pregava um socialismo SEM luta de classes, um nacionalismo que preserva os valores constituídos de cada terra e de cada povo e que nunca incitou nossa gente à luta armada? O QUE É QUE ESTE TEM DE MAIS PERIGOSO QUE O COMUNISMO INTERNACIONAL?
Continuando com as dúvidas suscitadas pela “telinha” lembro que recentemente a notícia do dia foi o fato de ter o Iran, pequeno país do Oriente Médio, feito testes com foguetes que podiam atingir uma distância de 2 mil quilômetros. O detalhe: Os apresentadores dos noticiários aqui e na Europa se mostram indignados quando complementam a notícia dizendo que estes mísseis podem até atingir Israel e bases militares americanas. Duas perguntas: Os balísticos israelenses e americanos podem atingir o Iran? O que fazem bases militares americanas no Oriente Médio?
E ainda há quem acredite que a Segunda Guerra foi motivada por anseios imperialistas da pequena Alemanha.
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