INSTRUMENTO DE DOMÍNIO
Angela Merkel com os seus partidos CDU/CSU mais “a tipa” Westerwelle com o seu FDP, constituem o novo governo alemão. Os Sociaisdemocratas entraram pelo ralo. Tudo conforme previsto. A mídia, este infalível instrumento de condução das massas, fez o seu papel. Aqui entre nós não acontece a mesma coisa? Certamente não é para presentear amigos que todo ano são distribuidas inúmeras concessões de radioemissoras. Não se entende como sempre há lugar para mais. O fato é que quem recebe assume o compromisso de trabalhar politicamente para quem lhe deu. Às vezes pula fora e se bandeia para para outro partido, mas isto aqui está incluído.
Diferente foi em 1945 na Alemanha, quando esta foi “libertada”. Foi então libertada também da sua imprensa e de outros meios de comunicação, além, é claro, de todos os direitos individuais. Até do direito à vida. Morreu mais alemão violentamente depois do que durante a guerra. Mas eu queria falar da mídia. Inicialmente foi terminantemente proibido editar e publicar qualquer coisa, conforme a Diretriz JCS 1067 estabelecida pelos americanos em 23 de março de 1945: A Alemanha não será ocupada para fins de libertação, porém como nação inimiga derrotada. O objetivo não é a opressão, mas sim o domínio para imposição de determinados propósitos aliados. Depois de detalhado exame os cadidatos de orientação pró-aliada, julgados aptos a operar na área da comunicação, começaram a receber licenças severamente condicionadas. Não podiam se candidatar: Membros do partido NSDAP, pessoas que tivessem apoiado o nacionalsocialismo ou o militarismo, dirigentes da área econômica, oficiais, donos de gráficas, editores, jornalistas que tenham trabalhado na imprensa alemã depois de 1935, nem mesmo “antinazistas reacionários” tais como latifundiários e membros da nobreza.
O documento de concessão era emitido em duas línguas, inglês e alemão; o cabeçalho identificava o concedente MILTARY GOVERNMENT GERMANY – Information Control. Seu teor deixava claro que a concessão não era dada por tempo definido, não constituia direito de propriedade, era intransferível e podia ser cancelada sem prévio aviso. Assim os concessionários eram totalmente dependentes dos oficiais dos serviços de inteligência.
Já a Ordem de Serviço Nr.1 editada no verão europeu daquele ano estabelecia que toda a receita da empresa, deduzidas as despesas, era propriedade do concessionário. Desta forma se premiava o bom comportamento. Todas as grandes publicações alemãs de hoje se originaram de alguma forma deste tipo de licenciamento. Os licenciados, portanto, contribuíram eficientemente para a reeducação do povo alemão, tendo como efeito colateral a satisfação de amealharem uma nada desprezível fortuna pessoal.
Estou recebendo comunicação de que Dietmar Munier e Harald Neubauer pretendem lançar em janeiro do próximo ano na Alemanha uma publicação mensal, ainda sem título, que pretende enfrentar de igual para igual as “politicamente corretas” Spiegel, Focus e Stern. Vamos aguardar.
ELEIÇÕES NA ALEMANHA
O leitor Clóvis chama minha atenção para as eleições que devem se realizar no próximo fim de semana da Alemanha e sugere que eu faça um comentário. Vou tentar dizer alguma coisa, apesar de não acompanhar com abalizado interesse o que lá vem ocorrendo. Poderia se dizer também que não é propósito deste meu canal de acesso à rede mundial tratar da história política atual, mas sim, buscar a verdade sobre a II Guerra Mundial. Porém porque não? Esta Alemanha democrática é consequência daquele conflito e resultado que os vencedores queriam.
O fato é que nada vai mudar. Angela Merkel, CDU/CSU, representando os democratas cristãos e socialistas cristãos, deverá seguir no comando, buscando suas ordens nas reuniões dos Bilderbergs e em Washington. Continuará reverenciando o Conselho Central dos Judeus e passando descompostura no Papa quando achar necessário. Provavelmente terá outra vez a maioria dos votos, mas não o suficiente para poder dispensar uma coligação, possivelmente desta vez com o FDP, democratas livres. Atualmente governa em coligação com o SPD socialdemocrata. Domingo próximo enfrentará exatamente um candidato lançado pelo SPD Frank-Walter Steinmeier, aparentemente sem qualquer chance. Mas, tudo “farinha do mesmo saco”. Lembram do SPD? Foi aquele que, quando era maioria sob Gerhard Schröder, notabilizou-se por ter negado a participação da Alemanha na guerra do Iraque. Tudo jogo de cena. Hoje a Bundeswehr, o soldado alemão, está em várias frentes de batalha. Na II Guerra Mundial lutou pela pátria, hoje não sabe por quê. No Afeganistão, onde o soldado alemão está em Missão de Paz já morreram 35. Em missão de paz não se vai com moderníssimo armamento. Missão de paz é tarefa para outro tipo de exército, da Salvação por exemplo.
É a Alemanha de hoje, a que vai ter eleições democráticas no próximo domingo, 27 de setembro. É a Alemanha que manda seus soldados lutar sem causa enquanto seus deputados aprovam lei reabilitando todos os condenados por deserção e traição da última guerra. Cidades se apressam a construir monumentos aos que quebraram seu juramento à bandeira, assim como já construíram memoriais aos soldados inimigos.
Era de eleições que eu estava falando... Eleições livres, um dos direitos fundamentais do homem. Como andam estes “direitos” na Alemanha? Há liberdade de opinião e pensamento? Sim, enquanto se enquadrar no politicamente correto. Igualdade perante a lei? Talvez sim, no geral. Não, em relação a determinados grupos étnicos que são mais iguais. Liberdade de imprensa? Sim, para os respectivos donos e enquanto não defenderem idéias nacionalistas.
E os partidos, há liberdade democrática para a formação de partidos políticos? Bastante limitada e controlada. Há que se evitar que um novo partido comece outra vez com oito membros. O único partido lá existente com alguma tendência nacionalista, o NPD, está sob severa vigilância, recentemente sua direção foi até mesmo vítima de infiltração por parte de quem pretendia mudar sua orientação. No fundo é um quadro bem estável. Os comunistas agora se perfilaram sob um nome sugestivo: Die Linke, A ESQUERDA. Têm chance remota de formar governo numa coligação multipartidária.
Steinmeier ou Merkel, tanto faz quem vai ser eleito, a política continuará a mesma. Resta certo suspense em torno da participação de votantes, uma vez que lá ela não é obrigatória.
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CAFAJESTES INGLÓRIOS
Vem aí mais um sucesso de bilheteria para atestar a inclemente e interminável agonia de um povo. Quentin Tarantino, responsável por roteiro e direção, já tem ficha de bem sucedido com filmes de violência e agora parece que vai superar a si mesmo com Inglourious Basterds (o “e” é proposital). Deverá estrear em outubro nos nossos cinemas. É mais uma produção que se insere nesta classe que já constitui um gênero próprio como era o caso dos westerns de ontem. No lugar do índio pele-vermelha entrou o alemão/nazista, um como o outro extermináveis.
O filme começa com Brad Pitt no papel do tenente Aldo Raine convocando oito voluntários, para com ele saltarem de paraquedas sobre a França ocupada. “Temos um só objetivo: matar nazistas. Seremos cruéis. Os rastros das nossas atrocidades serão encontrados nos corpos destripados, esquartejados e desfigurados que deixaremos para trás. Nazistas não merecem tratamento humano! Devem ser extintos. Cada um de vocês me deve cem escalpos nazistas.” Temos aí, como falei, a lembrança do pele-vermelha, assim como no roteiro nazista e alemão são sinônimos.
O filme já entrou em cartaz nos Estados Unidos e a propaganda é ilustrada por um taco de baseball ensanguentado no qual está pendurado um capacete alemão. O porrete é acessório do “Urso-Judeu”, um temido e sádico matador, membro da equipe. Em uma das cenas um oficial alemão prisioneiro dos Basterds se nega a dar informações. Então o comandante Brad Pitt chama o “Urso-Judeu” e diz: “Temos aqui um alemão que deseja morrer pela pátria. Preste-lhe o favor.” Sob gargalhadas dos Basterds o porrete é acionado.
Os killers de Tarantino não apenas matam nazistas, mas buscam uma total aniquilação de suas vítimas. Destroem seus documentos, arrancam seus escalpos, o ouro dos seus dentes e lhes tirando as botas, arrebatam sua dignidade.
O filme já garantiu a Tarantino uma indicação à Palma de Ouro em Cannes. Há quem aposte que o filme renda mais indicações, inclusive ao Oscar. Um sumário publicado na internet diz que é “Um prato cheio para quem gosta de assistir a cenas de tortura, diálogos inteligentes e violência psicológica”. Tal comentário me conduz a uma interrogação, no meu modo de entender, pertinente: Quem GOSTA, sente prazer, satisfação, contentamento, deleite. Em outras palavras, se identifica. Assim mesmo tais produções conseguem encher as salas de cinema. Será que, além de tudo, estamos nos tornando um mundo regido pelo sadismo dos psicopatas?
Outro fato estarrecedor. Este filme foi co-financiado pelo “Fundo Alemão de Fomento ao Cinema” (Deutscher Filmförderfonds) com 6,8 milhões de Euros. Isto só pode estar acontecendo a um povo ao qual está se subtraindo a identidade e até a própria alma.
PLUTOCRATAS
Aqui estou novamente depois de rápidas férias gozadas no gostoso, cálido e hospitaleiro Nordeste brasileiro. Depois, também, de a memória dos alemães ter passado mais ou menos incólume pelo 1.de setembro. Mesmo assim acho que valeu a pena ter dedicado os últimos ensaios aos dias que antecederam à eclosão da II Guerra Mundial. É grande a falta de conhecimento do que realmente ocorreu há 70 anos, naqueles dias fatídicos.
Quanto mais se acompanha tudo o que aconteceu depois ― guerras por toda parte, culminando com a subserviência da maioria das nações a um poder central ― fica evidente que a Alemanha dos anos 30 já era uma pedra no sapato deste superpoder. Tudo mais, ideologia, racismo, opressão, imperialismo foram e são pretexto para enganar o mundo. Mas o que é que aquela Alemanha tinha de tão temerário, tão ameaçador, para que se tenha feito e se continue fazendo tudo para calar os seus arautos e seus defensores? É que a Alemanha de então identificou o que se passava pelos bastidores mundiais, rebelou-se contra as forças que estavam a estabelecer a Nova Ordem Mundial e deu nome aos bois: PLUTOCRATAS.
Entendo que é um grande erro ficar insistindo na adversidade entre nazistas e judeus. Só serve para desviar a atenção dos verdadeiros manipuladores dos destinos mundiais. Entre estes estão não só os Rothschilds, Warburgs, Baruchs, Morgans como também os Rockefeller, que são evangélicos e muitos outros que não pertencem à confissão dos primeiros. São donos de bancos, companhias petrolíferas, editoras, reis, rainhas, chefes de estado. São principalmente donos de muito dinheiro. Capitalistas ou, como os definiu um grande expert em comunicação social de outrora, PLUTOCRATAS. Suas decisões são tomadas em reunião dos Bilderberger, da Comissão Trilateral, do Council on Foreign Relations, do Roundtable. Interessante para nós é o fato de que nas listas de membros não se encontra qualquer nome sul-americano. Será que adianta acreditar que o PRÉ-SAL vai ser nosso?
Mas o verdadeiro e grande perigo está no renascimento da Alemanha dos anos 30! A própria revisão da História é uma ameaça da qual a humanidade deve ser protegida por lei. Hollywood continua produzindo filmes do gênero, foram 170 depois da Lista de Schindler. São incontáveis as pessoas que gratuitamente ou não aderem à tal campanha de proteção. Leio um livro de Sidney Sheldon e lá está um dos principais personagens descrito com filho de vítimas do holocausto. Leio a Veja e encontro o jornalista Jerônimo Teixeira escrevendo sobre o “Nazismo em todo lugar”. Em João Pessoa/PB uma senhora, dona de uma banca de venda de cocada e outras guloseimas, mostra-me orgulhosa um livro do poeta e empresário Paulo Miranda (falecido aos 105? anos). Escreveu belos sonetos, um inteirinho sem a letra a, outro sem e, outros seguindo sem usar as demais vogais. Ao final uma página inteira com elucubrações sobre o nome Adolf Hitler, chegando à dedução cabalística do seu significado, ou seja, 666 o número da besta.
Exceção encontro no MILLÔR na Veja do último dia 2 de setembro, quando no seu artigo semanal generaliza dizendo que “o ser humano é um animal inviável”. Na sua relação de malefícios praticados pelo homem só fala marginalmente dos campos de concentração e ainda complementa: Se os alemães tivessem vencido, isso jamais apareceria e vocês iam ficar estarrecidos com os horrores praticados pelos “nossos”.
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