NOTÍCIAS INDEPENDENTES
Quero encerrar o ano com uma notícia que pode ser animadora. Está sendo lançada na Alemanha uma nova revista sob a alvissareira promessa de ser independente. Pretende ser o contraponto às existentes, Spiegel, focus etc, subordinadas há 64 anos ao regime da re-educação.
Vem sob o título ZUERST! e a divulgação apresenta a revista como “A voz forte dedicada aos interesses alemães”. E, eu diria, com isso também dedicada aos interesses do mundo livre.

Sua circulação deverá ser mensal, custará nas bancas € 6,50. A assinatura anual no país 78,00 e no exterior 89,00 euros. A nova publicação está sob responsabilidade da editora ARNDT-Buchdienst/Nation & Europa.
Os temas anunciados para o primeiro número (dezembro) são os seguintes:
Alemanha deve permanecer alemã.
Repovoamento, multicultura, integração, asilo, islamismo.
Alemanha deve ser soberana.
Europa, Tratado de Lisboa, pagador de contas.
Alemanha deve voltar a ter segurança.
Criminalidade, juventude abandonada, fronteiras devassadas.
Alemanha deve recompensar a produtividade.
Trabalho, elite, pesquisas, espírito alemão.
Alemanha deve ter um futuro.
Família, filhos, demografia, educação.
Alemanha deve manter sua dignidade.
Cultura da culpa, tradição, verdade histórica.
Alemanha deve ser uma potência pacífica.
Defesa do território nacional em lugar do estrangeiro.
Alemanha deve ser parceira do mundo.
Boa vizinhança, relacionamento cosmopolita, sinceridade.
Daqui, deste meu modesto e distante posto de observação espero que este bravo editor e livreiro Dietmar Munier, há anos meu fornecedor de livros, tenha pleno sucesso com este seu empreendimento. Será realmente um grande passo para que possamos voltar a ter esperança de viver um mundo livre e menos manipulado.
Aos meus leitores os meus mais sinceros agradecimentos pela companhia nestes pouco mais de três anos de existência deste blog. Desejo-lhes um feliz e próspero ano de 2010, esperando poder continuar contando com suas visitas. Peço-lhes também que me concedam uma pequena folga até depois do carnaval, quando espero poder voltar, contando um pouco de História que não se aprende na escola.
toedter@uol.com.br
ALEMANHA LEVOU A FAMA
A Alemanha sempre levou a fama de ser país beligerante, de ser o país que vivia em guerra. Por isso acho que este levantamento, feito pelo professor Alberto da Silva Jones da UFSC, não poderia faltar neste blog. Serve de presente de fim de ano àqueles que alimentam tal crença. Devido à limitação de espaço disponível esta publicação será feita de forma condensada.
INVASÕES AMERICANAS NO MUNDO
Nos séculos XIX, XX e XXI:
1846 - 1848 - MÉXICO /1890 - ARGENTINA .
1891 - CHILE /1891 - HAITI /1893 - HAWAI
1894 - NICARÁGUA /1894 - 1895 - CHINA
1894 - 1896 - CORÉIA /1895 - PANAMÁ
1898 - 1900 - CHINA /1898 - 1910 - FILIPINAS
1898 - 1902 - CUBA /1898 - PORTO RICO
1898 - ILHA DE GUAM /1898 - 1898 - NICARÁGUA 1899 - ILHA DE SAMOA /1899 - NICARÁGUA (2ª vez). 1901 - 1914 - PANAMÁ /1903 – HONDURAS
1903-1904 - REPÚBLICA DOMINICANA
1904 - 1905 - CORÉIA /1906 - 1909 - CUBA
1907 - NICARÁGUA /1907 - HONDURAS
1908 - PANAMÁ /1910 - NICARÁGUA ( 3ª vez)
1911 - HONDURAS /1911 - 1941 - CHINA .
1912 - CUBA /1912 - PANAMÁ /1912 - HONDURAS
1912 - 1933 - NICARÁGUA /1913 - MÉXICO
1914 - 1918 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL 1914 – REP. DOMINICANA /1914 - 1918 - MÉXICO 1915 - 1934 - HAITI /1916 - 1924 – REP. DOMINICANA
1917 - 1933 - CUBA /1918 - 1922 - RÚSSIA
1919 - HONDURAS /1918 - IUGOSLÁVIA
(continua)
1920 - GUATEMALA /1922 - TURQUIA
1922 - 1927 - CHINA /1924 - 1925 - HONDURAS
1925 - PANAMÁ /1927 - 1934 - CHINA
1932 - EL SALVADOR.
1939 - 1945 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
1946 - IRÃ /1946 - IUGOSLÁVIA
1947 - 1949 - GRÉCIA /1947 - VENEZUELA
1948 - 1949 - CHINA /1950 - PORTO RICO
1951 - 1953 - CORÉIA /1954 - GUATEMALA
1956 - EGITO /1958 - LÍBANO /1958 - PANAMÁ
1961 - 1975 – VIETNÃ /1962 - LAOS
1964 - PANAMÁ /1965- 1966 - REPÚBLICA DOMINICANA
1966 - 1967 - GUATEMALA /1969 - 1975 - CAMBOJA
1971 - 1975 - LAOS /1975 - CAMBOJA /1980 - IRÃ
1982-1984 - LÍBANO /1983 - 1984 - ILHA DE GRANADA
1983 - 1989 - HONDURAS - 1986 - BOLÍVIA
1989 - PANAMÁ /1990 - LIBÉRIA
1990 - 1991 - IRAQUE - Guerra do Golfo.
1990 - 1991 - ARÁBIA /1992 - 1994 - SOMÁLIA
1993 - IRAQUE /1994 - 1999 - HAITI
1996 - 1997 - ZAIRE (EX REPÚBLICA DO CONGO)
1997 - LIBÉRIA /1997 - ALBÂNIA /2000 - COLÔMBIA
2001 - AFEGANISTÃO /2003 - IRAQUE
Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia".
Desejo a todos um FELIZ NATAL!
toedter@uol.com.br
VERGONHA!
Tal qual a corrupção que vem varrendo o país de norte a sul, o servilismo, a submissão a interesses espúrios não tem mais limites.
Como se não tivéssemos cérebros capazes de desenvolver um programa docente próprio sobre a história do Brasil e do mundo, estamos acolhendo comissões estrangeiras, que vêm dizer aos nossos professores o que devem ensinar às nossas crianças. Vergonha!
Tudo isto, pasmem, sob patrocínio expresso dos nossos órgãos governamentais. Vergonha suprema!
Aos fatos:
No último dia 17/09/2009 a secretária municipal da Educação de Curitiba, Paraná, Brasil, Eleonora Bonato Fruet recebeu cerca de 300 pedagogos, diretores e professores de história das escolas municipais para participarem da 2ª Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto. O encontro teve como tema “HOLOCAUSTO, CRIME CONTRA A HUMANIDADE” e foi patrocinado pela B’nai B’rith. Esta B’nai B’rith, segundo definição própria, é uma instituição judaica que promove e pratica os valores universais do Judaísmo. Atua em 54 países. A abertura do evento teve a presença da diretora do departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação, Nara Luz Salamunes, dos lideres da Associação B’nai B’rith do Brasil Abraham Goldstein, Isaac Cubric, Abraham Gol e Leon Knopfholz, do presidente da Federação Israelita do Paraná, Manoel Knopfholz, do rabino Mendi e do conselheiro da Embaixada de Israel, Rafael Singer.
Ano passado, em junho, houve promoção idêntica, igualmente auspiciada pelo governo municipal.
O objetivo desta ingerência estrangeira na orientação didática nacional é fazer com que os professores participantes levem o assunto para cerca de 15 mil alunos de 9 a 14 anos (ano passado a secretária Eleonora falou em 115 mil alunos). Estes por sua vez são motivados a escrever redação dentro do tema proposto, ou é feito um concurso de cartas, sendo prometidos prêmios a professores e alunos na forma de computadores, bicicletas, MP3 e pen-drives. Os docentes ainda aprendem que o tema Holocausto pode ser trabalhado através de diversas disciplinas – “de matemática a geografia”. Ao final são sorteados entre eles livros de Ben Abraham, um “sobrevivente” que no Brasil já vendeu 700 mil exemplares dos seus livros, mas não tem certeza se passou cinco anos ou duas semanas e meia em Auschwitz (veja meu ensaio nr.9 – OPINIÃO).
Estamos aí diante de um exemplo de autêntica LAVAGEM CEREBRAL, cujas vítimas finais são exatamente as nossas crianças. Explica também por que certo professor de história retrucou durante uma entrevista radiofônica: Seis milhões? Isto está mais que provado!
Na verdade, e como se pode ler no próprio material de divulgação, o objetivo destas “jornadas” é diminuir o efeito do questionamento do tema que vem acontecendo no mundo todo. Dizem também que elas pretendem “evitar que ações de crueldade se repitam com qualquer que seja a minoria, negros, judeus, ciganos”. Não falaram em PALESTINOS.
O exposto pode ser confirmado nos endereços abaixo.
http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=cursos&id=21597
http://netjudaica.blogspot.com/2008/06/jornada-interdiciplinar-sobre-o-ensino.html
INVASÕES DIFERENTES
Está circulando pelas caixas postais eletrônicas uma denúncia, sem assinatura, aparentemente de origem inglesa. Vem escrita nesse idioma e para comentar tomo a liberdade de traduzi-la:
“Isto é como se acaba com as bobas e antiquadas nações européias! Um britânico teve a ousadia de desvendar! Infelizmente parece que não chegou a conclusão alguma! Talvez nossos filhos escravizados o façam!
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira nortecoreana, receberá 12 anos de trabalhos forçados.
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira iraniana, será detido indefinidamente.
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira da Arábia Saudita, irá para a cadeia.
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira chinesa, nunca mais se ouvirá falar de você.
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira venezuelana, será estigmatizado como espião e seu destino estará selado.
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira cubana, será jogado numa prisão política para apodrecer.
Se você cruzar ilegalmente uma fronteira do Reino Unido (britânica) você ganhará
um emprego,
uma carteira de habilitação,
um cartão nacional de previdência,
benefícios da segurança social,
crédito familiar,
cartões de crédito,
rendimento subsidiado ou empréstimo para comprar uma casa,
educação gratuita,
assistência à saúde gratuita,
um representante no parlamento,
você poderá votar e ser votado,
ou fundar seu próprio partido!
Por fim, porém não por último, você pode fazer demonstrações nas ruas e queimar nossa bandeira e, se nós tentarmos impedi-lo, somos classificados como racistas...
Aparentemente o cidadão que escreveu e distribuiu esta mensagem pelo mundo (eu a recebi de Portugal) está preocupado com a invasão de gente alienígena que seu país está recebendo. Está preocupado com a miscigenização que vai resultar. Está denunciando o fato de ser um movimento induzido, proposital. Quer proteção para o sangue do seu povo. Diz que a miscigenização “acaba com as bobas e antiquadas nações européias”. De fato, têm-se notícias parecidas de outras regiões do velho continente. Populações se mostram insatisfeitas, mudam costumes, aumenta criminalidade, falta emprego para todos. Na pacata Suíça um plebiscito se pronunciou contra a construção de mais uma mesquita. Quando acontece algum confronto os jornais atribuem a responsabilidade à extrema direita.
Mas há também quem diga que muitos velhos soldados britânicos, ex-combatentes da Segunda Guerra, perguntaram ou ainda estão perguntando: “por que arriscamos as nossas vidas, por que tantos dos nossos a perderam?”.
toedter@uol.com.br
LEMBRANÇAS BOLCHEVIQUES
Acaba de transcorrer o dia 25 de novembro. É uma data importante para uma comunidade religiosa que vive hoje aqui no Brasil, parte no Paraguai e grande parte no Canadá. Serve para lembrar a emigração involuntária a que foi submetida há cerca de oitenta anos. Trata-se de um grupo populacional descendente de alemães que no século XVIII atendeu a um chamado da czarina Catarina II – A Grande, para colonizar vastas áreas de terras na Rússia. Foi o que fizeram, com fé em Deus, muito trabalho e competência. Criaram fazendas, cidades, empreendimentos e ficaram bem de vida. Sua religião, quase que fundamentalista, os manteve unidos e fez com que preservassem até hoje o idioma dos seus ancestrais.
Mas o que tem a ver tudo isto com a temática deste blog? Tem a ver com bolchevismo, o comunismo russo, indissoluvelmente ligado à Segunda Guerra. Pois este comunismo não tolerou a religião e prosperidade desta gente. Os integrantes desta comunidade foram obrigados a fugir do país, ou foram levados ao degredo em campos de concentração no norte da Sibéria, donde nunca mais saíram, ou foram assassinados.
Tudo começou com uma reforma agrária que desapropriou todas as terras, declarando-as propriedade de estado e as sujeitando a um imposto a ser pago em cereais. Este era tão alto que muitas vezes a safra toda não bastava para pagá-lo. Em 1929 todos os empreendimentos privados foram dissolvidos e submetidos a regime comunitário.
Agora leio aqui sob o título “25 de novembro – Um dia da recordação, um dia de agradecimento” num exemplar comemorativo publicado em Curitiba:
(...) Não o esqueça. Nossos pais e avôs cuidaram para que a indescritível miséria daqueles anos de terror não caia no esquecimento. Nem tampouco o medo e sofrimento das cerca de 30.000 pessoas que em novembro de 1929 se juntaram em Moscou pretendendo deixar a Rússia. Apenas 5.671 receberam visto de saída. Os demais foram forçados a lotar vagões de transporte de gado e mandados para a Sibéria. (...) Centenas de milhares tiveram este destino
durante as décadas de terror sob domínio do governo comunista da Rússia.
Apesar de toda esta experiência esta comunidade não gosta muito de falar em Segunda Guerra, quando o mesmo bolchevismo se envolveu com o país dos seus antepassados. Tem mesmo quem diga que aquela Alemanha não é a sua Alemanha. Também não se pode dizer que seja surpreendente o fato de terem bastante simpatia pelo “povo eleito”, uma vez que são religiosos praticantes e dedicados. Já se dividiram em vários segmentos de igreja, tendo uma delas até a Estrela de David em seu logotipo. O que não se compreende é que os seus pais ou avós não lhes tenham dito que os seus algozes foram em grande parte membros do “povo eleito”. Talvez não soubessem, mas eram a maioria na temida TSCHEKA, polícia política mais tarde chamada GPU.
Os livros “...e a guerra continua” e “O que é verdade?” deste autor podem ser pedidos em compraschain@gmail.com
HITLER E A BOMBA ATÔMICA
Já se especulou bastante sobre quais teriam sido as famosas armas secretas com as quais a Alemanha esperava virar o jogo nos estertores da guerra. Naturalmente a bomba nuclear ou bomba atômica não deixa de estar entre as considerações. Há um relato que pode ser considerado fidedigno e que encontramos no livro Meine Kommandounternehmen ( Minhas Ações de Comando), editora Limes, Wiesbaden-Munique, 1993 de Otto Skorzeny (1908 – 1975). Skorzeny destacou-se principalmente por ter comandado a ação de resgate do Duce Mussolini em 1943. Diz ele que futuros historiadores acharão estranho o fato de não ter a Alemanha usado a arma, apesar dispor dos meios e da ciência para produzi-la desde 1938. Neste ano os professores Otto Hahn e Strassmann comprovaram quimicamente a fissão nuclear. O primeiro recebeu o Prêmio Nobel em 1944 pela descoberta do núcleo pesado. Ele trabalhava no Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim com uma série de pesquisadores de primeira ordem incluindo o Prof. Werner Heisenberg. Este tinha como assistente Carl Friedrich v.Weizsäcker, que era filho de um dos integrantes do grupo de revoltosos que pretendeu dar o golpe contra Hitler em 20 de julho. Segundo Skorzeny havia mais um instituto científico, sob orientação do Físico Manfred v.Ardenne, que trabalhava nestas pesquisas.
Como não poderia deixar de ser Hitler se interessou vivamente pela matéria e no outono de 1942 teve longa conversa a respeito com o Dr.Todt, ministro do armamento. Entretanto, nunca se afastou da opinião de que usar a energia atômica para fins bélicos significaria acabar com a humanidade.
Skorzeny relata uma conversa pessoal que teve com Hitler em outubro de 1944. Ele próprio tocara no assunto em função de um bombardeio britânico havido contra uma fábrica de água pesada na Noruega, ao que Hitler comenta: “Sabe, senhor Scorzeny, que se a fissão nuclear e ainda mais a radioatividade fossem usadas como arma, isto significaria o fim do nosso planeta? As consequências seriam horriveis. (...) Sem dúvida! Mesmo que a radioatividade seja controlada e a fissão do átomo for a arma, também neste caso o efeito seria devastador. Quando Dr.Todt esteve aqui, eu li que um aparelho desta natureza, com radioatividade controlada, liberaria uma energia que provocaria uma destruição só comparável àquela ocasionada por meteoros que cairam no Arizona e na Sibéria próximo ao Lago de Baical. Isto quer dizer que todo tipo de vida, não só humana, mas também animal e vegetal, seria extinto por centena de anos num raio de 40 km. Seria o apocalipse. E como guardar um segredo destes? Impossível! Não! Nenhum país, nenhum grupo humano civilizado poderia assumir conscientemente tamanha responsabilidade. De ataque a contra-ataque a humanidade necessariamente se exterminaria. Alguns agrupamentos populacionais no Amazonas e nas florestas de Sumatra teriam alguma chance de sobreviver.” Estas, segundo Skorzeni, as palavras de uma homem, cuja memória vem sendo vilipendiada sob acusação de ter sido o responsável pelos mais horrendo crimes contra a humanidade.
Mas esta questão do domínio da fissão nuclear também pode ter sido motivo para que as forças do mundo todo fossem moblizadas contra um pequeno país. Ditadura, liberdade, racismo e outros “ismos” foram só pretextos.
UNIFORME BRANCO
Já faz algum tempo. Foi no final década de 60. Não sou esportista, mas sempre pratiquei algum exercício físico. Na época me encantara com a ESGRIMA. Achei que era um esporte nobre, que se notabilizava por um uniforme todo branco, pela longa tradição e, principalmente, pelo grande respeito que exigia entre os adversários. Tínhamos a nossa Federação de Esgrima do Paraná. Praticávamos na pista própria do quartel da Polícia Militar, mais tarde na Sociedade Thalia. Nosso instrutor, ao mesmo tempo Presidente de Honra, era o Coronel Washington Moura Brasil. Figura inesquecível, ninguém melhor para nos ensinar não só as regras técnicas, mas também os parâmetros morais que dignificavam o esporte. Evidentemente o objetivo de se terçar armas com o adversário era evitar ser atingido e buscar atingi-lo. Mas o que fazia com que a esgrima fosse um esporte diferente, é que o contendor que fosse atingido, tocado (touchê), pela arma do outro é quem acusava o fato, interrompendo a liça e fazendo um gesto de cumprimento ao rival. Se no calor do embate a arma escapava das mãos do seu inimigo, você a apanhava, devolvendo-a, não se aproveitando da vantagem momentânea. O cavalheirismo imperava. Após o treino você se sentia fortalecido não apenas fisicamente.
Infelizmente isto acabou. Eletrificaram a coisa. Tudo, a pista, o uniforme, a arma. Sinais sonoros e lâmpadas coloridas passaram a determinar êxito ou fracasso e perdeu-se uma grande escola que ensinava honra e retidão.
Honra, lealdade, respeito são qualidades cada vez mais em desuso, estão se perdendo aí através dos tempos. Basta ver como vêm sendo encerradas as grandes contendas, os grandes desentendimentos entre os povos.
Um exemplo retirado da “Paz de Frankfurt” depois da capitulação da França diante da Alemanha em 1871. Dizia no Art.II Nenhum morador destas áreas poderá ser perseguido, perturbado ou preso em virtude de suas ações políticas ou militares praticadas durante a guerra. Uma das guerras mais sangrentas, a dos Trinta Anos, encerrada em 1648, tinha no seu tratado de paz como fundamento sagrado no seu §2: Por ambas as partes seja eternamente esquecido... . Após a vitória da Alemanha sobre a Rússia em 1917 o Tratado de Paz de Brest-Litowsk previu expressamente a renúncia a represálias por atos cometidos no decorrer do conflito. Não foi exatamente assim que os alemães foram tratados em 1919 ao cabo da Primeira Guerra. Na assinatura do armistício em 11/11/1918 ainda era assegurado que ninguém seria responsabilizado por seu envolvimento nas ações bélicas. Depostas as armas alemãs o Tratado de Versailles impôs a extradição do Kaiser e punição a lideres políticos e militares.
Vencida a França em 1940 esta foi tratada pela Alemanha com a maior fidalguia e dignidade. Os generais vitoriosos Keitel e Jodl prestaram honras militares aos oficiais vencidos, Marechal Pétain e General Hunzinger. Após a assinatura Keitel disse: “É honroso para o vencedor honrar o vencido. Sinto-me obrigado a render meu tributo à valentia do soldado francês. Peço um minuto de silêncio em memória daqueles que de ambos os lados derramaram seu sangue por sua pátria.”
Quanta diferença para o que aconteceu cinco anos depois ao final da Segunda Guerra. Cinco anos depois de mais uma proposta de paz feita por Hitler aos aliados e depois que Roosevelt, Churchill e Stálin conseguiram estender esta guerra ao mundo todo. Um povo europeu considerado culturalmente desenvolvido é sujeitado a um procedimento com aparências jurídicas, que, entretanto, nada mais foi que a mais pura e primitiva vingança. A caçada humana que ali se desenvolveu nada ficou a dever à Inquisição da Idade Média. Eisenhower, Churchill e Stálin mandam tratar como criminosos os militarmente subjugados.
Depois da morte de Hitler em Berlim o militar mais graduado, Grande Almirante Dönitz, assume e constitui novo governo em Flensburg no norte do país. Seu principal objetivo é salvar o máximo de soldados e civis das hordas vindas do oriente, acreditando que teriam melhor destino nas mãos dos ocidentais.
Dia 23 de maio de 1945 este governo em reunião ministerial é surpreendido por soldados ingleses, que de metralhadora em punho irrompem na sala berrando: “Levantem as mãos!” E logo em seguida: “Baixem as calças!” Nus eles são revistados. Nada deixa de ser examinado, relata o ajudante de Dönitz, Walter Lüdde-Neurath. Sem qualquer respeito e recato secretárias e ajudantes femininas são submetidas ao mesmo tratamento. Eram soldados britânicos atuando sob ordens do americano general Eisenhower. Assim virtudes conquistadas através dos tempos mostram sinais de decomposição.
Explica-se por que o uniforme do esgrimista não precisa mais ser branco e, além de colorido, possa ostentar marcas de patrocinadores.
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NÃO SE FARÁ MAIS FILHO COMO ANTIGAMENTE
Fica dia a dia mais evidente que estão empenhados em dar nova orientação até mesmo ao impulso sexual. Aquele que sempre foi o responsável para que os descendentes de Adão e Eva crescessem e se multiplicassem. O mesmo que promove aquela gostosa atração entre homem e mulher e que emulou os grandes feitos e conquistas que se registraram na história. Sem ele Páris pouco teria se lixado por Helena.
Estão querendo que isso mude. Terminada a Segunda Guerra o movimento mundial de emancipação da mulher começou a assumir forma e conteúdo. Buscou-se a equiparação dos sexos, no sentido de igualdade de direitos. Muito bem, muito justo. Entretanto o que está acontecendo, obedecendo a uma orientação mundial, é a igualização dos sexos. O homem é emasculado e a mulher dotada cada vez mais de características masculinas. Já existe jogadora de futebol tão ou mais famosa que Pelé.
Acaba de ser definitivamente aprovada a constituição europeia. O seu artigo segundo não fala de “igualdade de direitos” entre os sexos, mas, sim, da “igualdade” entre homem e mulher. Em 1995 uma resolução da 4ª. Conferência Mundial das Mulheres, sob auspícios da ONU, exigiu que todas as medidas e todos os programas políticos seguissem à ótica da socialização dos sexos, Gender Mainstriming, nome que recebeu como estratégia política. Gender Mainstriming significa encaminhar os gêneros biológicos em uma só direção de espécimes iguais.
Propaga-se, promove-se o sexo entre os iguais. As novelas da TV nos mostram casais simpáticos, de boa pinta, idealizados mesmo, só que do mesmo time. Na Europa já temos metrópoles encabeçadas por prefeitos gays assumidos. Agora até um ministro de estado passou a brilhar na área. A acreditar-se nas Paradas Gay, que a toda hora são realizadas em todo mundo e com apoio de dinheiro público, o sexo entre os iguais é muito mais alegre e divertido. O homem não tem mais aquele compromisso chato de cortejar, de proteger, de “colher estrelas” para a amada. Alguns tentam virar mulher tomando hormônios femininos e o governador de estado, que lhes recomenda também fazer exame preventivo da mama, é duramente criticado por toda a imprensa. E o nosso ministro, conhecido por ser a favor da liberação da maconha, grita do alto de um dos carros alegóricos da “parada” acima mencionada: “Preconceito dá câncer, governador!”
Nada contra as minorias. Consta que homossexuais já foram ou são representados por grandes personalidades. Uma dona de casa, mãe de família, me disse dia destes que os gays lhe são mais simpáticos que maridos que “pulam a cerca”. Não entendi bem a correlação, mas isto mostra o efeito da campanha em andamento.
Só que tem uma coisa, as relações originais entre os gêneros constroem o próprio núcleo germinativo da sociedade: a família. Sem pai, mãe, filhos não há família. Sem família não haverá sociedade. É isto o que se quer? Algo tipo “ADMIRÁVEL MUNDO NOVO” do Aldous Huxley? Gente mais tutelável, mais fácil de ser submetida a um domínio? Já estaria sendo planejado o laboratório que fornecerá os filhos de amanhã?
Finalizando, o que tem haver tudo isto com a temática deste blog, ou seja, com a Segunda Guerra? Pois acredito que aquela Alemanha não compactuaria com a evolução a que estamos assistindo. Talvez os promotores da Nova Ordem Mundial já estavam a planejar a dissolução da sociedade que estamos vivendo e sabiam que a Alemanha seria uma pedra no caminho. Ela caminhava em sentido oposto, promovia a família.
Evitando mal-entendidos, aqui vale lembrar um detalhe: É mentira o que hoje se propala, de que teria havido perseguição a homossexuais, ou até extermínio. Quase todos os países trataram a prática como crime capitulado por seus códigos penais. Na Alemanha vigeu o parágrafo 175 desde 1871 e até 1994. Portanto os adeptos eram bem reservados. Não havia espaço para “perseguições”. Nos anos que lá estive só soube de um caso. Este foi legalmente julgado. Condenados, os envolvidos foram para a cadeia, pura e simplesmente.
EM BUSCA DA VERDADE
Quando se fala da Segunda Guerra esta sempre começa pela Polônia. A mesma Polônia que poucos anos antes era apenas uma província russa e conseguira recuperar sua autonomia graças ao Tratado de Brest-Litowsk em 1918. Pois a tal Polônia de imediato passou a mostrar um extraordinário apetite por mais terra. No mesmo ano anexou ao seu território a Galícia Oriental. Em 1919 ganhou o chamado Corredor e a província alemã de Posen (hoje Poznan) graças a Versailles. Em 1920 a área industrial de Teschen na Tchecoslováquia. No mesmo ano ocupou Vilna da Lituânia. Um ano depois, apesar de contrariada por plebiscito, ganhou a área industrial da Alta Silésia. Em 1938 aproveitou-se da crise tcheca anexando a área de Olsa. O líder nacionalista polonês Roman Dmowski disse em 1923: “Não lutei pela volta da Polônia – esta tinha que acontecer – lutei na verdade pela criação da Grande Polônia.” Mesmo assim será difícil encontrar no mundo um livro de história que não fale na pobre e indefesa nação polonesa que em 1939 foi violentada pelas tropas da superpotência vizinha.
A guerra psicológica é hoje a arma principal. Ninguém ficou sem saber que Sadam Hussein possuía armas de destruição em massa. Agora é a bomba atômica do Iran – um país rodeado por ogivas nucleares - a ameaça de desencadear o apocalipse universal.
Durante a Primeira Guerra se contava nas escolas francesas que o Kaiser alemão e o austríaco comiam gente, sendo que este último preferia criancinhas. Os inimigos da Alemanha não tiveram escrúpulos em inundar o mundo com mentiras incríveis sobre o barbarismo alemão, criando o mito da crueldade germânica que acabou por dominar a mentalidade mundial. Já em 1916 um Prof.Dr.Ramos dizia em Buenos Aires que tal mentir e incitar contra a Alemanha era uma das mais estranhas manifestações na história do mundo. Depois da Segunda Guerra o professor americano Harry Elmer Barnes, um dos mais produtivos historiadores e cientistas sociais do século XX, escreveu: “Poucos sofreram tamanha lavagem cerebral como a corporação dos historiadores. Na Alemanha grandes personalidades como Hans Delbrück, Hermann Onken e Erich Brandenburg foram substituídas por subservientes ímprobos como Walter Hofer, Hans-Adolf Jacobsen, Hans Rothfels, Gotthard Jasper, Golo Mann e outros, a fim de se resistir à verdade...”
Nunca um povo foi tão pesadamente e permanentemente incriminado quanto o foi o povo alemão e a mentira constituiu a maioria dos libelos acusatórios.
Eis que encontro em um livro de Josef A. Kofler a advertência: Se ninguém mais procurar e divulgar a verdade, então perece tudo o que existe, pois só na verdade estão justiça, paz e vida.
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BENEŠ, UM CRIMINOSO DE GUERRA
Edvard Beneš assumiu em 1935 a presidência da Tchecoslováquia e acabou sendo um dos mais odientos e abomináveis criminosos da Segunda Guerra, responsável direto por uma limpeza étnica, das mais cruéis da história. Mas antes de falar de Beneš precisamos abordar a questão da Tchecoslováquia, considerada por muitos como um dos motivos desencadeadores da Segunda Guerra.

Vemos aí um mapa da situação como ela ficou depois do Tratado de Saint Germain de 10/9/1019. O que vemos como sendo a Tchecoslováquia antes era uma região que fazia parte do Império Austro-Húngaro. Era habitada por tchecos (42%), alemães (23%), eslovacos (22%), magiares (5%), judeus (4%) e outros (4%). As diferentes tonalidades de verde demonstram as áreas de população prioritariamente alemã, tcheca e eslovaca.
Já durante a Primeira Guerra 1914-1918 os tchecos haviam demonstrado tendências separatistas, constituindo até contingentes que lutaram ao lado da Rússia. Com o fim daquela guerra e da dupla monarquia eles ocuparam militarmente toda a região alemã e expulsaram o recém formado governo da Boêmia Alemã. Assim, portanto, criou-se 20 anos antes da Segunda Guerra uma nação que até então não existira. Tudo ratificado pela Entente aliada.
Quando Edvard Beneš assumiu a presidência do país em 1935 já se manifestava o sucesso popular do novo governo nacionalsocialista alemão, com influências políticas não só na própria Áustria, como também nas áreas por esta perdidas poucos anos antes. Beneš proibiu o partido nacionalsocialista que já se formara na Tchecoslováquia que, entretanto, se transformou no Partido dos Alemães Sudetos e em pouco tempo passou a ser majoritário. Isto obviamente provocou crises políticas no país, que acabaram resultando na reunião em Munique de Chamberlain, Daladier, Mussolini e Hitler, representando Grã-Bretanha, França, Itália e Alemanha respectivamente. Ali, em 29/12/1938, firmou-se o acordo, conhecido como Acordo de Munique, através do qual, respeitando a prometida autodeterminação dos povos, as áreas de população alemã foram incorporadas à Alemanha. Com isto Beneš se demitiu e foi para Londres, onde constituiu um governo paralelo. Três meses depois a Eslováquia (verde claro no mapa) se declara independente e a região tcheca restante através do seu governo provisório pede a Hitler que assuma o Protetorado da mesma.
Beneš não dá trégua. Em 1944 perante a Câmara em Londres declara: “a revolta deverá ser violenta, um poderoso acerto de contas com os alemães... deverá ser uma luta sangrenta e sem clemência”. Na BBC no mesmo ano: “em nosso país o fim da guerra será sangrento”. Em maio de 1945 volta a Praga como presidente e DECRETA entre outros:
– Confisco de bens na agricultura.
– Congelamento dos bens financeiros dos alemães, inclusive poupanças e contas correntes.
- Liquidação da Universidade Alemã de Praga (fundada em 1348).
- Liquidação da Igreja Evangélica com confisco dos seus bens.
Em 3/6/1945 proclama em discurso em Tabor: “arranquem os alemães de suas casas, arrumem lugar para nossa gente - deveríamos ter feito isto em 1918”.
Beneš foi o responsável pela expulsão de mais de três milhões de alemães de seus lares e de suas terras colonizadas há centenas de anos pelos seus antepassados. Cerca de 250.000 foram assassinados, às vezes a pauladas. O mais tristemente famoso dos seus decretos foi o de nr.115 de 8/5/1946, que declara legais e impuníveis todos os bárbaros crimes praticados em relação e por conta da limpeza étnica, da expulsão dos alemães. Os decretos de Beneš continuam em vigor até hoje. Ninguém foi indenizado e ninguém conseguiu retomar suas posses. Mas o Estado tchecoslovaco ganhou muito dinheiro com isto. Apenas o valor das posses agrícolas confiscadas foi estimado em 100 bilhões de coroas tchecas. Para comparar: o orçamento anual do país de 1934 foi de 7,6 bilhões de ckr.
A Eslováquia, então independente, aliou-se ao Eixo em 1940, voltou a fazer parte da Tchecoslováquia em 1945 e novamente se separou da hoje República Tcheca em 1.de janeiro de 1993.
Os tchecos permaneceram neutros sob o protetorado alemão com exceção dos 5.000 voluntários que se alistaram na SS. Como é que Edvard Beneš conseguiu mobilizar tanto ódio?
toedter@uol.com.br
RESGATE DE JUDEUS
Cotidianamente o mundo é confrontado, isto quase 70 anos depois dos acontecimentos, com notícias sobre o genocídio de judeus, que teria sido praticado de forma planejada e sistemática pelos alemães durante a Segunda Guerra. A repetição permanente dá a entender que ela é necessária a fim de não permitir questionamentos. Países que nada têm a ver com os fatos até adotaram leis que criminalizam a negação da ocorrência. Medidas desta natureza e dimensão nunca foram indispensáveis para convencer a opinião pública em relação ao extermínio de índios na América do Norte. Ninguém o põe em dúvida, porque índios não mais existem. Tampouco é preciso proibir que se negue a escravização dos povos africanos. A prova é que seus descendentes estão aí, ao nosso lado. Não vieram a nado, nem emigraram de suas origens.
Acontece que também existem outras notícias, não evidenciadas, não repetidas ao extremo, mas que têm a virtude de convidar ao raciocínio e à formação de dúvidas ou de um conceito próprio. Assim vemos Yehuda Bauer, professor e historiador judeu, escrever em seu livro Freikauf von Juden? Verhandlungen zwischen dem nationalsozialistischen Deutschland und jüdischen Repräsentanten von 1933 bis 1945 – Suhrkamp Verlag 1996 (Resgate de Judeus? Negociações entre a Alemanha nacionalsocialista e representantes judeus entre 1933 e 1945) detalhadamente sobre a preocupação alemã de se livrar da população judaica, não através do seu extermínio físico, porém dela se utilizando como valor de troca. Segundo Bauer houve no ano de 1944/45, entre 3 de novembro e 15 de janeiro, no hotel Baur em Zurique, conversações em torno da troca de 600.000 prisioneiros judeus por caminhões e outros bens. Teria havido a participação de Himmler. Parece que neste caso não houve acordo. Americanos e ingleses não se preocuparam em salvar quem quer que seja. O que chama a atenção é o número de prisioneiros objetos da pretendida transação. Mas Bauer menciona ainda diversos comboios que nos meses finais da guerra levaram judeus para a Suíça.
Um cidadão de Stuttgart diz em declaração juramentada que ao final de janeiro de 1945, quando o tráfego de trens já sofria as maiores irregularidades, foi embarcado na condição de correio oficial por acidente em um trem-hospital. O comboio consistia de no mínimo 20 vagões novos e, segundo lhe falou o chefe do transporte, estava levando 1500 pessoas de Bergen-Belsen (campo de concentração no norte da Alemanha) para Kreuzlingen (Suíça) via Constança. Lá seriam trocados por 2000 alemães, prisioneiros de guerra feridos. Perguntado, lhe falara ainda que fazia um transporte destes por semana e que certamente não era o único. Quando o declarante deixou o trem em Ulm pôde constatar que os passageiros usavam indumentária normal, como qualquer habitante. Também não davam sinais de subnutrição.
Durante toda a Segunda Guerra houve negociações entre órgãos oficiais alemães e aliados ou representantes judeus para que estes pudessem deixar a área de domínio alemão. Isto é confirmado também pelo Prof. Yehuda Bauer. Confirmaria também que era propósito do regime nacionalsocialista encontrar um destino para a população judia, como se falou na ilha de Madagascar, por exemplo, e que não era o seu extermínio puro e simples.
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GENERALIZAÇÕES
Tenho procurado evitar que meus pensamentos sejam infiltrados por um vício muito humano, porém demais pernicioso. É aquela história de dizer precipitadamente “é tudo farinha do mesmo saco”. Ou, como o mundo foi induzido a pensar, todo nazista é criminoso e todo alemão é nazista. Representante exemplar desta linha de raciocínio é o judeu Daniel Goldhagen que no seu livro “Os carrascos voluntários de Hitler” acusa todo o povo alemão de antisemitismo. Da mesma forma é fácil ceder à tentação e pura e simplesmente culpar todos os judeus de difamarem os alemães ou de exterminarem os palestinos. Não é por aí. Ainda recentemente me mostraram um vídeo que registrava a visita de cortesia feita por um grupo de dez ou onze rabinos ao presidente do Iran Mahmud Ahmadinejad, antagonista declarado de Israel. Discordar de um estado não é ser inimigo do seu povo.

Assim eu queria render aqui uma homenagem a um judeu. Trata-se de Victor GOLLANCZ (1893-1967). Nasceu na Inglaterra de pais que emigraram da Polônia, então província da Rússia. Criou uma editora e criticou a Alemanha nacionalsocialista por sua política antijudaica. Mas já durante a guerra defendia um tratamento justo ao povo alemão e condenou a exigência aliada de “rendição incondicional”. Um ano após término da guerra visitou a Alemanha e ficou abalado com a miséria que encontrou no país destruído. No seu livro In Darkest Germany (Na Alemanha mais sombria) chamou a política de ocupação de desumana, denunciando a desnutrição, a falta de condições mínimas de vida e a planejada destruição da economia alemã. Censura a Re-educação. Ao final descreve o povo e busca despertar simpatia por ele. Este livro nunca foi editado na Alemanha.
Gollancz foi o fundador do movimento Save Europe now! (Salvem a Europa agora) através do qual pretendeu forçar uma política sensata em relação ao país subjugado. Interveio a favor dos soldados prisioneiros de guerra e quando criticado publicamente por defender de humilhação pública de que foi vítima por deficiência física o septuagenário Marechal von Rundstedt declarou: “Ele é um homem de idade, e eu fui educado no sentido de mostrar respeito diante de um idoso. O senhor deve se envergonhar, caso veja de forma diferente.”
Este eminente judeu pronunciou-se também pela libertação de todos os soldados ainda prisioneiros e que se acabasse com os processos por crimes de guerra. Escreveu muitos artigos para jornais. Em um deles, em 1949, ele lembra que o locutor da BBC costumava dizer “Ontem lançamos tantas mil bombas sobre a Alemanha...” e Gollancz contesta afirmando que isto era uma simplificação estenográfica. Na verdade, explica, as lançamos sobre milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças. Alemanha, arremata, não é um conceito abstrato, são milhões de almas humanas!
Em 1960 foi distinguido com o Prêmio da Paz do Comércio Alemão de Livros e depois esquecido.
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PERGUNTAS
Noite de quinta-feira. Eu assistia ao Jornal Nacional quando a Fátima anunciava: Interrompemos a nossa programação... Era a propaganda política apresentada regularmente em horário nobríssimo pela televisão brasileira. Antes de desligar o som e, como de uso, aproveitar o tempo para um telefonema, vejo a tela da TV enrubescer. Não, não era o rubor de vergonha, era um vermelho vivo, agressivo e tinha ao meio o símbolo comunista da Foice e Martelo! Não entendo. Sei que vivemos numa democracia. Sei que a nossa Constituição assegura “liberdade de pensamento e de expressão” (coisa que o deputado Marcelo Zaturansky Itagiba ainda não conseguiu absorver). Mas o que é difícil de entender é como uma doutrina, um movimento que já originou tanta desgraça ao próprio país esteja aí livre, alegre e à vontade, consiga até ser suprido com dinheiro público, enquanto outro pensamento político seja proibido e execrado.
Lembrando só a Intentona Comunista de 1935 fui buscar no site www.ternuma.com.br sob o título Ações Terroristas o texto abaixo:
>>> A intentona comunista de 1935 no Brasil é apenas um episódio no imenso repertório de crimes que o comunismo vem cometendo no mundo inteiro para submeter os povos ao regime opressor denominado “ditadura do proletariado”. Desde o massacre da família real russa, das execuções na época de Stalin, das invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão.
No seu desmedido plano de domínio universal, foi sempre apoiado na escravização, na tortura e no assassinato de milhões de entes humanos, cuja dor e cujo sangue parecem ser a marca indispensável das conquistas comunistas.
Ostentando dísticos enganadores, agitando falsas promessas, os comunistas de 1935, como de hoje, são os mesmos arautos da sujeição e da opressão. <<<
É sabido que desde então o comunismo nunca desistiu da ideia de instalar regimes de força aqui e no mundo todo, mesmo depois de ter abdicado do poder em sua terra de origem.
Bom, e daí? Daí cabe perguntar o motivo de ser proscrito, banido, proibido um ideário político que pregava um socialismo SEM luta de classes, um nacionalismo que preserva os valores constituídos de cada terra e de cada povo e que nunca incitou nossa gente à luta armada? O QUE É QUE ESTE TEM DE MAIS PERIGOSO QUE O COMUNISMO INTERNACIONAL?
Continuando com as dúvidas suscitadas pela “telinha” lembro que recentemente a notícia do dia foi o fato de ter o Iran, pequeno país do Oriente Médio, feito testes com foguetes que podiam atingir uma distância de 2 mil quilômetros. O detalhe: Os apresentadores dos noticiários aqui e na Europa se mostram indignados quando complementam a notícia dizendo que estes mísseis podem até atingir Israel e bases militares americanas. Duas perguntas: Os balísticos israelenses e americanos podem atingir o Iran? O que fazem bases militares americanas no Oriente Médio?
E ainda há quem acredite que a Segunda Guerra foi motivada por anseios imperialistas da pequena Alemanha.
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INSTRUMENTO DE DOMÍNIO
Angela Merkel com os seus partidos CDU/CSU mais “a tipa” Westerwelle com o seu FDP, constituem o novo governo alemão. Os Sociaisdemocratas entraram pelo ralo. Tudo conforme previsto. A mídia, este infalível instrumento de condução das massas, fez o seu papel. Aqui entre nós não acontece a mesma coisa? Certamente não é para presentear amigos que todo ano são distribuidas inúmeras concessões de radioemissoras. Não se entende como sempre há lugar para mais. O fato é que quem recebe assume o compromisso de trabalhar politicamente para quem lhe deu. Às vezes pula fora e se bandeia para para outro partido, mas isto aqui está incluído.
Diferente foi em 1945 na Alemanha, quando esta foi “libertada”. Foi então libertada também da sua imprensa e de outros meios de comunicação, além, é claro, de todos os direitos individuais. Até do direito à vida. Morreu mais alemão violentamente depois do que durante a guerra. Mas eu queria falar da mídia. Inicialmente foi terminantemente proibido editar e publicar qualquer coisa, conforme a Diretriz JCS 1067 estabelecida pelos americanos em 23 de março de 1945: A Alemanha não será ocupada para fins de libertação, porém como nação inimiga derrotada. O objetivo não é a opressão, mas sim o domínio para imposição de determinados propósitos aliados. Depois de detalhado exame os cadidatos de orientação pró-aliada, julgados aptos a operar na área da comunicação, começaram a receber licenças severamente condicionadas. Não podiam se candidatar: Membros do partido NSDAP, pessoas que tivessem apoiado o nacionalsocialismo ou o militarismo, dirigentes da área econômica, oficiais, donos de gráficas, editores, jornalistas que tenham trabalhado na imprensa alemã depois de 1935, nem mesmo “antinazistas reacionários” tais como latifundiários e membros da nobreza.
O documento de concessão era emitido em duas línguas, inglês e alemão; o cabeçalho identificava o concedente MILTARY GOVERNMENT GERMANY – Information Control. Seu teor deixava claro que a concessão não era dada por tempo definido, não constituia direito de propriedade, era intransferível e podia ser cancelada sem prévio aviso. Assim os concessionários eram totalmente dependentes dos oficiais dos serviços de inteligência.
Já a Ordem de Serviço Nr.1 editada no verão europeu daquele ano estabelecia que toda a receita da empresa, deduzidas as despesas, era propriedade do concessionário. Desta forma se premiava o bom comportamento. Todas as grandes publicações alemãs de hoje se originaram de alguma forma deste tipo de licenciamento. Os licenciados, portanto, contribuíram eficientemente para a reeducação do povo alemão, tendo como efeito colateral a satisfação de amealharem uma nada desprezível fortuna pessoal.
Estou recebendo comunicação de que Dietmar Munier e Harald Neubauer pretendem lançar em janeiro do próximo ano na Alemanha uma publicação mensal, ainda sem título, que pretende enfrentar de igual para igual as “politicamente corretas” Spiegel, Focus e Stern. Vamos aguardar.
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