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HITLER E A BOMBA ATÔMICA

          Já se especulou bastante sobre quais teriam sido as famosas armas secretas com as quais a Alemanha esperava virar o jogo nos estertores da guerra. Naturalmente a bomba nuclear ou bomba atômica não deixa de estar entre as considerações. Há um relato que pode ser considerado  fidedigno e que encontramos no livro Meine Kommandounternehmen ( Minhas Ações de Comando), editora Limes, Wiesbaden-Munique, 1993 de Otto Skorzeny (1908 – 1975). Skorzeny destacou-se principalmente por ter comandado a ação de resgate do Duce Mussolini em 1943. Diz ele que futuros historiadores acharão estranho o fato de não ter a Alemanha usado a arma, apesar dispor dos meios e da ciência para produzi-la desde  1938. Neste ano os professores Otto Hahn e Strassmann comprovaram quimicamente a fissão nuclear. O primeiro recebeu o Prêmio Nobel em 1944 pela descoberta do núcleo pesado. Ele trabalhava no Instituto Kaiser Wilhelm em Berlim com  uma série de pesquisadores de primeira ordem incluindo o Prof. Werner Heisenberg. Este tinha como assistente Carl Friedrich v.Weizsäcker, que era filho de um dos integrantes do grupo de revoltosos que pretendeu dar o golpe contra Hitler em 20 de julho. Segundo Skorzeny havia mais um instituto científico, sob orientação do Físico Manfred v.Ardenne, que trabalhava nestas pesquisas.

          Como não poderia deixar de ser Hitler se interessou vivamente pela matéria e no outono de 1942 teve longa conversa a respeito com o Dr.Todt, ministro do armamento. Entretanto, nunca se afastou da opinião de que usar a energia atômica para fins bélicos significaria acabar com a humanidade.

          Skorzeny relata uma conversa pessoal que teve com Hitler em outubro de 1944. Ele próprio tocara no assunto em função de um bombardeio britânico havido contra uma fábrica de água pesada na Noruega, ao que Hitler comenta: “Sabe, senhor Scorzeny, que se a fissão nuclear e ainda mais a radioatividade fossem usadas como arma, isto significaria o fim do nosso planeta? As consequências seriam horriveis. (...) Sem dúvida! Mesmo que a radioatividade seja controlada e a fissão do átomo for a arma, também neste caso o efeito seria devastador. Quando Dr.Todt esteve aqui, eu li que um aparelho desta natureza, com radioatividade controlada, liberaria uma energia que provocaria uma destruição só comparável àquela ocasionada por meteoros que cairam no Arizona e na Sibéria próximo ao Lago de Baical. Isto quer dizer que todo tipo de vida, não só humana, mas também animal e vegetal, seria extinto por centena de anos num raio de 40 km. Seria o apocalipse. E como guardar um segredo destes? Impossível! Não! Nenhum país, nenhum grupo humano civilizado poderia assumir conscientemente tamanha responsabilidade. De ataque a contra-ataque a humanidade necessariamente se exterminaria. Alguns agrupamentos populacionais no Amazonas e nas florestas de Sumatra teriam alguma chance de sobreviver.” Estas, segundo Skorzeni, as palavras de uma homem, cuja memória vem sendo vilipendiada sob acusação de ter sido o responsável pelos mais horrendo crimes contra a humanidade.

          Mas esta questão do domínio da fissão nuclear também pode ter sido motivo para que as forças do mundo todo fossem moblizadas contra um pequeno país. Ditadura, liberdade, racismo e outros “ismos” foram só pretextos.

 

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UNIFORME BRANCO

          Já faz algum tempo. Foi no final década de 60. Não sou esportista, mas sempre pratiquei algum exercício físico. Na época me encantara com a ESGRIMA. Achei que era um esporte nobre, que se notabilizava por um uniforme todo branco, pela longa tradição e, principalmente, pelo grande respeito que exigia entre os adversários. Tínhamos a nossa Federação de Esgrima do Paraná. Praticávamos na pista própria do quartel da Polícia Militar, mais tarde na Sociedade Thalia. Nosso instrutor, ao mesmo tempo Presidente de Honra, era o Coronel Washington Moura Brasil. Figura inesquecível, ninguém melhor para nos ensinar não só as regras técnicas, mas também os parâmetros morais que dignificavam o esporte. Evidentemente o objetivo de se terçar armas com o adversário era evitar ser atingido e buscar atingi-lo. Mas o que fazia com que a esgrima fosse um esporte diferente, é que o contendor que fosse atingido, tocado (touchê), pela arma do outro é quem acusava o fato, interrompendo a liça e fazendo um gesto de cumprimento ao rival. Se no calor do embate a arma escapava das mãos do seu inimigo, você a apanhava, devolvendo-a, não se aproveitando da vantagem momentânea. O cavalheirismo imperava. Após o treino você se sentia fortalecido não apenas fisicamente.

          Infelizmente isto acabou. Eletrificaram a coisa. Tudo, a pista, o uniforme, a arma. Sinais sonoros e lâmpadas coloridas passaram a determinar êxito ou fracasso e perdeu-se uma grande escola que ensinava honra e retidão.

          Honra, lealdade, respeito são qualidades cada vez mais em desuso, estão se perdendo aí através dos tempos. Basta ver como vêm sendo encerradas as grandes contendas, os grandes desentendimentos entre os povos.

          Um exemplo retirado da “Paz de Frankfurt” depois da capitulação da França diante da Alemanha em 1871. Dizia no Art.II Nenhum morador destas áreas poderá ser perseguido, perturbado ou preso em virtude de suas ações políticas ou militares praticadas durante a guerra. Uma das guerras mais sangrentas, a dos Trinta Anos, encerrada em 1648, tinha no seu tratado de paz como fundamento sagrado no seu §2: Por ambas as partes seja eternamente esquecido... . Após a vitória da Alemanha sobre a Rússia em 1917 o Tratado de Paz de Brest-Litowsk previu expressamente a renúncia a represálias por atos cometidos no decorrer do conflito. Não foi exatamente assim que os alemães foram tratados em 1919 ao cabo da Primeira Guerra. Na assinatura do armistício em 11/11/1918 ainda era assegurado que ninguém seria responsabilizado por seu envolvimento nas ações bélicas. Depostas as armas alemãs o Tratado de Versailles impôs a extradição do Kaiser e punição a lideres políticos e militares.

Vencida a França em 1940 esta foi tratada pela Alemanha com a maior fidalguia e dignidade. Os generais vitoriosos Keitel e Jodl prestaram honras militares aos oficiais vencidos, Marechal Pétain e General Hunzinger. Após a assinatura Keitel disse: “É honroso para o vencedor honrar o vencido. Sinto-me obrigado a render meu tributo à valentia do soldado francês. Peço um minuto de silêncio em memória daqueles que de ambos os lados derramaram seu sangue por sua pátria.”        

Quanta diferença para o que aconteceu cinco anos depois ao final da Segunda Guerra. Cinco anos depois de mais uma proposta de paz feita por Hitler aos aliados e depois que Roosevelt, Churchill e Stálin conseguiram estender esta guerra ao mundo todo. Um povo europeu considerado culturalmente desenvolvido é sujeitado a um procedimento com aparências jurídicas, que, entretanto, nada mais foi que a mais pura e primitiva vingança. A caçada humana que ali se desenvolveu nada ficou a dever à Inquisição da Idade Média. Eisenhower, Churchill e Stálin mandam tratar como criminosos os militarmente subjugados.

Depois da morte de Hitler em Berlim o militar mais graduado, Grande Almirante Dönitz, assume e constitui novo governo em Flensburg no norte do país. Seu principal objetivo é salvar o máximo de soldados e civis das hordas vindas do oriente, acreditando que teriam melhor destino nas mãos dos ocidentais.

Dia 23 de maio de 1945 este governo em reunião ministerial é surpreendido por soldados ingleses, que de metralhadora em punho irrompem na sala berrando: “Levantem as mãos!” E logo em seguida: “Baixem as calças!” Nus eles são revistados. Nada deixa de ser examinado, relata o ajudante de Dönitz, Walter Lüdde-Neurath. Sem qualquer respeito e recato secretárias e ajudantes femininas são submetidas ao mesmo tratamento. Eram soldados britânicos atuando sob ordens do americano general Eisenhower. Assim virtudes conquistadas através dos tempos mostram sinais de decomposição.

Explica-se por que o uniforme do esgrimista não precisa mais ser branco e, além de colorido, possa ostentar marcas de patrocinadores. 

 

 

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NÃO SE FARÁ MAIS FILHO COMO ANTIGAMENTE

 

          Fica dia a dia mais evidente que estão empenhados em dar nova orientação até mesmo ao impulso sexual. Aquele que sempre foi o responsável para que os descendentes de Adão e Eva crescessem e se multiplicassem. O mesmo que promove aquela gostosa atração entre homem e mulher e que emulou os grandes feitos e conquistas que se registraram na história. Sem ele Páris pouco teria se lixado por Helena.

Estão querendo que isso mude. Terminada a Segunda Guerra o movimento mundial de emancipação da mulher começou a assumir forma e conteúdo. Buscou-se a equiparação dos sexos, no sentido de igualdade de direitos. Muito bem, muito justo. Entretanto o que está acontecendo, obedecendo a uma orientação mundial, é a igualização dos sexos. O homem é emasculado e a mulher dotada cada vez mais de características masculinas. Já existe jogadora de futebol tão ou mais famosa que Pelé.

          Acaba de ser definitivamente aprovada a constituição europeia. O seu artigo segundo não fala de “igualdade de direitos” entre os sexos, mas, sim, da “igualdade” entre homem e mulher. Em 1995 uma resolução da 4ª. Conferência Mundial das Mulheres, sob auspícios da ONU, exigiu que todas as medidas e todos os programas políticos seguissem à ótica da socialização dos sexos, Gender Mainstriming, nome que recebeu como estratégia política. Gender Mainstriming significa encaminhar os gêneros biológicos em uma só direção de espécimes iguais.   

Propaga-se, promove-se o sexo entre os iguais. As novelas da TV nos mostram casais simpáticos, de boa pinta, idealizados mesmo, só que do mesmo time. Na Europa já temos metrópoles encabeçadas por prefeitos gays assumidos. Agora até um ministro de estado passou a brilhar na área. A acreditar-se nas Paradas Gay, que a toda hora são realizadas em todo mundo e com apoio de dinheiro público, o sexo entre os iguais é muito mais alegre e divertido. O homem não tem mais aquele compromisso chato de cortejar, de proteger, de “colher estrelas” para a amada. Alguns tentam virar mulher tomando hormônios femininos e o governador de estado, que lhes recomenda também fazer exame preventivo da mama, é duramente criticado por toda a imprensa. E o nosso ministro, conhecido por ser a favor da liberação da maconha, grita do alto de um dos carros alegóricos da “parada” acima mencionada: “Preconceito dá câncer, governador!”

          Nada contra as minorias. Consta que homossexuais já foram ou são representados por grandes personalidades. Uma dona de casa, mãe de família, me disse dia destes que os gays lhe são mais simpáticos que maridos que “pulam a cerca”. Não entendi bem a correlação, mas isto mostra o efeito da campanha em andamento.

          Só que tem uma coisa, as relações originais entre os gêneros constroem o próprio núcleo germinativo da sociedade: a família. Sem pai, mãe, filhos não há família. Sem família não haverá sociedade. É isto o que se quer? Algo tipo “ADMIRÁVEL MUNDO NOVO” do Aldous Huxley? Gente mais tutelável, mais fácil de ser submetida a um domínio? Já estaria sendo planejado o laboratório que fornecerá os filhos de amanhã?

          Finalizando, o que tem haver tudo isto com a temática deste blog, ou seja, com a Segunda Guerra? Pois acredito que aquela Alemanha não compactuaria com a evolução a que estamos assistindo. Talvez os promotores da Nova Ordem Mundial já estavam a planejar a dissolução da sociedade que estamos vivendo e sabiam que a Alemanha seria uma pedra no caminho. Ela caminhava em sentido oposto, promovia a família. 

Evitando mal-entendidos, aqui vale lembrar um detalhe: É mentira o que hoje se propala, de que teria havido perseguição a homossexuais, ou até extermínio. Quase todos os países trataram a prática como crime capitulado por seus códigos penais. Na Alemanha vigeu o parágrafo 175 desde 1871 e até 1994. Portanto os adeptos eram bem reservados. Não havia espaço para “perseguições”. Nos anos que lá estive só soube de um caso. Este foi legalmente julgado. Condenados, os envolvidos foram para a cadeia, pura e simplesmente.

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EM BUSCA DA VERDADE

 

          Quando se fala da Segunda Guerra esta sempre começa pela Polônia. A mesma Polônia que poucos anos antes era apenas uma província russa e conseguira recuperar sua autonomia graças ao Tratado de Brest-Litowsk em 1918. Pois a tal Polônia de imediato passou a mostrar um extraordinário apetite por mais terra. No mesmo ano anexou ao seu território a Galícia Oriental. Em 1919 ganhou o chamado Corredor e a província alemã de Posen (hoje Poznan) graças a Versailles. Em 1920 a área industrial de Teschen na Tchecoslováquia. No mesmo ano ocupou Vilna da Lituânia. Um ano depois, apesar de contrariada por plebiscito, ganhou a área industrial da Alta Silésia. Em 1938 aproveitou-se da crise tcheca anexando a área de Olsa. O líder nacionalista polonês Roman Dmowski disse em 1923: “Não lutei pela volta da Polônia – esta tinha que acontecer – lutei na verdade pela criação da Grande Polônia.” Mesmo assim será difícil encontrar no mundo um livro de história que não fale na pobre e indefesa nação polonesa que em 1939 foi violentada pelas tropas da superpotência vizinha.

          A guerra psicológica é hoje a arma principal. Ninguém ficou sem saber que Sadam Hussein possuía armas de destruição em massa.  Agora é a bomba atômica do Iran – um país rodeado por ogivas nucleares - a ameaça de desencadear o apocalipse universal.

          Durante a Primeira Guerra se contava nas escolas francesas que o Kaiser alemão e o austríaco comiam gente, sendo que este último preferia criancinhas. Os inimigos da Alemanha não tiveram escrúpulos em inundar o mundo com mentiras incríveis sobre o barbarismo alemão, criando o mito da crueldade germânica que acabou por dominar a mentalidade mundial. Já em 1916 um Prof.Dr.Ramos dizia em Buenos Aires que tal mentir e incitar contra a Alemanha era uma das mais estranhas manifestações na história do mundo. Depois da Segunda Guerra o professor americano Harry Elmer Barnes, um dos mais produtivos historiadores e cientistas sociais do século XX, escreveu: “Poucos sofreram tamanha lavagem cerebral como a corporação dos historiadores. Na Alemanha grandes personalidades como Hans Delbrück, Hermann Onken e Erich Brandenburg foram substituídas por subservientes ímprobos como Walter Hofer, Hans-Adolf Jacobsen, Hans Rothfels, Gotthard Jasper, Golo Mann e outros, a fim de se resistir à verdade...”

          Nunca um povo foi tão pesadamente e permanentemente incriminado quanto o foi o povo alemão e a mentira constituiu a maioria dos libelos acusatórios.

            Eis que encontro em um livro de Josef A. Kofler a advertência: Se ninguém mais procurar e divulgar a verdade, então perece tudo o que existe, pois só na verdade estão justiça, paz e vida.  

 

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BENEŠ, UM CRIMINOSO DE GUERRA

 

            Edvard Beneš assumiu em 1935 a presidência da Tchecoslováquia e acabou sendo um dos mais odientos e abomináveis criminosos da Segunda Guerra, responsável direto por uma limpeza étnica, das mais cruéis da história. Mas antes de falar de Beneš precisamos abordar a questão da Tchecoslováquia, considerada por muitos como um dos motivos desencadeadores da Segunda Guerra.

 

            Vemos aí um mapa da situação como ela ficou depois do Tratado de Saint Germain de 10/9/1019. O que vemos como sendo a Tchecoslováquia antes era uma região que fazia parte do Império Austro-Húngaro. Era habitada por tchecos (42%), alemães (23%), eslovacos (22%), magiares (5%), judeus (4%) e outros (4%). As diferentes tonalidades de verde demonstram as áreas de população prioritariamente alemã, tcheca e eslovaca.

            Já durante a Primeira Guerra 1914-1918 os tchecos haviam demonstrado tendências separatistas, constituindo até contingentes que lutaram ao lado da Rússia. Com o fim daquela guerra e da dupla monarquia eles ocuparam militarmente toda a região alemã e expulsaram o recém formado governo da Boêmia Alemã. Assim, portanto, criou-se 20 anos antes da Segunda Guerra uma nação que até então não existira. Tudo ratificado pela Entente aliada.

            Quando Edvard Beneš assumiu a presidência do país em 1935 já se manifestava o sucesso popular do novo governo nacionalsocialista alemão, com influências políticas não só na própria Áustria, como também nas áreas por esta perdidas poucos anos antes. Beneš proibiu o partido nacionalsocialista que já se formara na Tchecoslováquia que, entretanto, se transformou no Partido dos Alemães Sudetos e em pouco tempo passou a ser majoritário. Isto obviamente provocou crises políticas no país, que acabaram resultando na reunião em Munique de Chamberlain, Daladier, Mussolini e Hitler, representando Grã-Bretanha, França, Itália e Alemanha respectivamente. Ali, em 29/12/1938, firmou-se o acordo, conhecido como Acordo de Munique, através do qual, respeitando a prometida autodeterminação dos povos, as áreas de população alemã foram incorporadas à Alemanha. Com isto Beneš se demitiu e foi para Londres, onde constituiu um governo paralelo. Três meses depois a Eslováquia (verde claro no mapa) se declara independente e a região tcheca restante através do seu governo provisório pede a Hitler que assuma o Protetorado da mesma.

            Beneš não dá trégua. Em 1944 perante a Câmara em Londres declara: “a revolta deverá ser violenta, um poderoso acerto de contas com os alemães... deverá ser uma luta sangrenta e sem clemência”. Na BBC no mesmo ano: “em nosso país o fim da guerra será sangrento”. Em maio de 1945 volta a Praga como presidente e DECRETA entre outros:

– Confisco de bens na agricultura.

– Congelamento dos bens financeiros dos alemães, inclusive poupanças e contas correntes.

- Liquidação da Universidade Alemã de Praga (fundada em 1348).

- Liquidação da Igreja Evangélica com confisco dos seus bens.

            Em 3/6/1945 proclama em discurso em Tabor: “arranquem os alemães de suas casas, arrumem lugar para nossa gente - deveríamos ter feito isto em 1918”.

            Beneš foi o responsável pela expulsão de mais de três milhões de alemães de seus lares e de suas terras colonizadas há centenas de anos pelos seus antepassados. Cerca de 250.000 foram assassinados, às vezes a pauladas. O mais tristemente famoso dos seus decretos foi o de nr.115 de 8/5/1946, que declara legais e impuníveis todos os bárbaros crimes praticados em relação e por conta da limpeza étnica, da expulsão dos alemães. Os decretos de Beneš continuam em vigor até hoje. Ninguém foi indenizado e ninguém conseguiu retomar suas posses. Mas o Estado tchecoslovaco ganhou muito dinheiro com isto. Apenas o valor das posses agrícolas confiscadas foi estimado em 100 bilhões de coroas tchecas. Para comparar: o orçamento anual do país de 1934 foi de 7,6 bilhões de ckr.

            A Eslováquia, então independente, aliou-se ao Eixo em 1940, voltou a fazer parte da Tchecoslováquia em 1945 e novamente se separou da hoje República Tcheca em 1.de janeiro de 1993.

            Os tchecos permaneceram neutros sob o protetorado alemão com exceção dos 5.000 voluntários que se alistaram na SS. Como é que Edvard Beneš conseguiu mobilizar tanto ódio?  

 

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RESGATE DE JUDEUS

 

          Cotidianamente o mundo é confrontado, isto quase 70 anos depois dos acontecimentos, com notícias sobre o genocídio de judeus, que teria sido praticado de forma planejada e sistemática pelos alemães durante a Segunda Guerra. A repetição permanente dá a entender que ela é necessária a fim de não permitir questionamentos. Países que nada têm a ver com os fatos até adotaram leis que criminalizam a negação da ocorrência. Medidas desta natureza e dimensão nunca foram indispensáveis para convencer a opinião pública em relação ao extermínio de índios na América do Norte. Ninguém o põe em dúvida, porque índios não mais existem. Tampouco é preciso proibir que se negue a escravização dos povos africanos. A prova é que seus descendentes estão aí, ao nosso lado. Não vieram a nado, nem emigraram de suas origens.

          Acontece que também existem outras notícias, não evidenciadas, não repetidas ao extremo, mas que têm a virtude de convidar ao raciocínio e à formação de dúvidas ou de um conceito próprio. Assim vemos Yehuda Bauer, professor e historiador judeu, escrever em seu livro Freikauf von Juden? Verhandlungen zwischen dem nationalsozialistischen Deutschland und jüdischen Repräsentanten von 1933 bis 1945 – Suhrkamp Verlag 1996 (Resgate de Judeus? Negociações entre a Alemanha nacionalsocialista e representantes judeus entre 1933 e 1945) detalhadamente sobre a preocupação alemã de se livrar da população judaica, não através do seu extermínio físico, porém dela se utilizando como valor de troca. Segundo Bauer houve no ano de 1944/45, entre 3 de novembro e 15 de janeiro, no hotel Baur em Zurique, conversações em torno da troca de 600.000 prisioneiros judeus por caminhões e outros bens. Teria havido a participação de Himmler. Parece que neste caso não houve acordo. Americanos e ingleses não se preocuparam em salvar quem quer que seja. O que chama a atenção é o número de prisioneiros objetos da pretendida transação. Mas Bauer menciona ainda diversos comboios que nos meses finais da guerra levaram judeus para a Suíça.

          Um cidadão de Stuttgart diz em declaração juramentada que ao final de janeiro de 1945, quando o tráfego de trens já sofria as maiores irregularidades, foi embarcado na condição de correio oficial por acidente em um trem-hospital. O comboio consistia de no mínimo 20 vagões novos e, segundo lhe falou o chefe do transporte, estava levando 1500 pessoas de Bergen-Belsen (campo de concentração no norte da Alemanha) para Kreuzlingen (Suíça) via Constança. Lá seriam trocados por 2000 alemães, prisioneiros de guerra feridos. Perguntado, lhe falara ainda que fazia um transporte destes por semana e que certamente não era o único. Quando o declarante deixou o trem em Ulm pôde constatar que os passageiros usavam indumentária normal, como qualquer habitante. Também não davam sinais de subnutrição.

          Durante toda a Segunda Guerra houve negociações entre órgãos oficiais alemães e aliados ou representantes judeus para que estes pudessem deixar a área de domínio alemão. Isto é confirmado também pelo Prof. Yehuda Bauer.  Confirmaria também que era propósito do regime nacionalsocialista encontrar um destino para a população judia, como se falou na ilha de Madagascar, por exemplo, e que não era o seu extermínio puro e simples.

 

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GENERALIZAÇÕES

 

          Tenho procurado evitar que meus pensamentos sejam infiltrados por um vício muito humano, porém demais pernicioso. É aquela história de dizer precipitadamente “é tudo farinha do mesmo saco”. Ou, como o mundo foi induzido a pensar, todo nazista é criminoso e todo alemão é nazista. Representante exemplar desta linha de raciocínio é o judeu Daniel Goldhagen que no seu livro “Os carrascos voluntários de Hitler” acusa todo o povo alemão de antisemitismo. Da mesma forma é fácil ceder à tentação e pura e simplesmente culpar todos os judeus de difamarem os alemães ou de exterminarem os palestinos. Não é por aí. Ainda recentemente me mostraram um vídeo que registrava a visita de cortesia feita por um grupo de dez ou onze rabinos ao presidente do Iran Mahmud Ahmadinejad, antagonista declarado de Israel. Discordar de um estado não é ser inimigo do seu povo.

          Assim eu queria render aqui uma homenagem a um judeu. Trata-se de Victor GOLLANCZ (1893-1967). Nasceu na Inglaterra de pais que emigraram da Polônia, então província da Rússia. Criou uma editora e criticou a Alemanha nacionalsocialista por sua política antijudaica. Mas já durante a guerra defendia um tratamento justo ao povo alemão e condenou a exigência aliada de “rendição incondicional”. Um ano após término da guerra visitou a Alemanha e ficou abalado com a miséria que encontrou no país destruído. No seu livro In Darkest Germany (Na Alemanha mais sombria) chamou a política de ocupação de desumana, denunciando a desnutrição, a falta de condições mínimas de vida e a planejada destruição da economia alemã. Censura a Re-educação. Ao final descreve o povo e busca despertar simpatia por ele. Este livro nunca foi editado na Alemanha.

          Gollancz foi o fundador do movimento Save Europe now! (Salvem a Europa agora) através do qual pretendeu forçar uma política sensata em relação ao país subjugado. Interveio a favor dos soldados prisioneiros de guerra e quando criticado publicamente por defender de humilhação pública de que foi vítima por deficiência física o septuagenário Marechal von Rundstedt declarou: “Ele é um homem de idade, e eu fui educado no sentido de mostrar respeito diante de um idoso. O senhor deve se envergonhar, caso veja de forma diferente.”

          Este eminente judeu pronunciou-se também pela libertação de todos os soldados ainda prisioneiros e que se acabasse com os processos por crimes de guerra. Escreveu muitos artigos para jornais. Em um deles, em 1949, ele lembra que o locutor da BBC costumava dizer “Ontem lançamos tantas mil bombas sobre a Alemanha...” e Gollancz contesta afirmando que isto era uma simplificação estenográfica. Na verdade, explica, as lançamos sobre milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças. Alemanha, arremata, não é um conceito abstrato, são milhões de almas humanas! 

Em 1960 foi distinguido com o Prêmio da Paz do Comércio Alemão de Livros e depois esquecido.

 

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PERGUNTAS

 

          Noite de quinta-feira. Eu assistia ao Jornal Nacional quando a Fátima anunciava: Interrompemos a nossa programação... Era a propaganda política apresentada regularmente em horário nobríssimo pela televisão brasileira. Antes de desligar o som e, como de uso, aproveitar o tempo para um telefonema, vejo a tela da TV enrubescer. Não, não era o rubor de vergonha, era um vermelho vivo, agressivo e tinha ao meio o símbolo comunista da Foice e Martelo! Não entendo. Sei que vivemos numa democracia. Sei que a nossa Constituição assegura “liberdade de pensamento e de expressão” (coisa que o deputado Marcelo Zaturansky Itagiba ainda não conseguiu absorver). Mas o que é difícil de entender é como uma doutrina, um movimento que já originou tanta desgraça ao próprio país esteja aí livre, alegre e à vontade, consiga até ser suprido com dinheiro público, enquanto outro pensamento político seja proibido e execrado.

          Lembrando só a Intentona Comunista de 1935 fui buscar no site www.ternuma.com.br  sob o título Ações Terroristas o texto abaixo:

>>>     A intentona comunista de 1935 no Brasil é apenas um episódio no imenso repertório de crimes que o comunismo vem cometendo no mundo inteiro para submeter os povos ao regime opressor denominado “ditadura do proletariado”. Desde o massacre da família real russa, das execuções na época de Stalin, das invasões da Hungria, da Tchecoslováquia e do Afeganistão.                   

 No seu desmedido plano de domínio universal, foi sempre apoiado na escravização, na tortura e no assassinato de milhões de entes humanos, cuja dor e cujo sangue parecem ser a marca indispensável das conquistas comunistas.    

Ostentando dísticos enganadores, agitando falsas promessas, os comunistas de 1935, como de hoje, são os mesmos arautos da sujeição e da opressão. <<<

          É sabido que desde então o comunismo nunca desistiu da ideia de instalar regimes de força aqui e no mundo todo, mesmo depois de ter abdicado do poder em sua terra de origem.

          Bom, e daí? Daí cabe perguntar o motivo de ser proscrito, banido, proibido um ideário político que pregava um socialismo SEM luta de classes, um nacionalismo que preserva os valores constituídos de cada terra e de cada povo e que nunca incitou nossa gente à luta armada? O QUE É QUE ESTE TEM DE MAIS PERIGOSO QUE O COMUNISMO INTERNACIONAL?

          Continuando com as dúvidas suscitadas pela “telinha” lembro que recentemente a notícia do dia foi o fato de ter o Iran, pequeno país do Oriente Médio, feito testes com foguetes que podiam atingir uma distância de 2 mil quilômetros. O detalhe: Os apresentadores dos noticiários aqui e na Europa se mostram indignados quando complementam a notícia dizendo que estes mísseis podem até atingir Israel e bases militares americanas. Duas perguntas: Os balísticos israelenses e americanos podem atingir o Iran? O que fazem bases militares americanas no Oriente Médio?

          E ainda há quem acredite que a Segunda Guerra foi motivada por anseios imperialistas da pequena Alemanha.

 

 

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INSTRUMENTO DE DOMÍNIO

Angela Merkel com os seus partidos CDU/CSU mais “a tipa” Westerwelle com o seu FDP, constituem o novo governo alemão. Os Sociaisdemocratas entraram pelo ralo. Tudo conforme previsto. A mídia, este infalível instrumento de condução das massas, fez o seu papel. Aqui entre nós não acontece a mesma coisa? Certamente não é para presentear amigos que todo ano são distribuidas inúmeras concessões de radioemissoras. Não se entende como sempre há lugar para mais. O fato é que quem recebe assume o compromisso de trabalhar politicamente para quem lhe deu. Às vezes pula fora e se bandeia para para outro partido, mas isto aqui está incluído.

Diferente foi em 1945 na Alemanha, quando esta foi “libertada”. Foi então libertada também da sua imprensa e de outros meios de comunicação, além, é claro, de todos os direitos individuais. Até do direito à vida. Morreu mais alemão violentamente depois do que durante a guerra. Mas eu queria falar da mídia. Inicialmente foi terminantemente proibido editar e publicar qualquer coisa, conforme a Diretriz JCS 1067 estabelecida pelos americanos em 23 de março de 1945: A Alemanha não será ocupada para fins de libertação, porém como nação inimiga derrotada. O objetivo não é a opressão, mas sim o domínio para imposição de determinados propósitos aliados. Depois de detalhado exame os cadidatos de orientação pró-aliada, julgados aptos a operar na área da comunicação, começaram a receber licenças severamente condicionadas. Não podiam se candidatar: Membros do partido NSDAP, pessoas que tivessem apoiado o nacionalsocialismo ou o militarismo, dirigentes da área econômica, oficiais, donos de gráficas, editores, jornalistas que tenham trabalhado na imprensa alemã depois de 1935, nem mesmo “antinazistas reacionários” tais como latifundiários e membros da nobreza.

O documento de concessão era emitido em duas línguas, inglês e alemão; o cabeçalho identificava o concedente MILTARY GOVERNMENT GERMANY – Information Control. Seu teor deixava claro que a concessão não era dada por tempo definido, não constituia direito de propriedade, era intransferível e podia ser cancelada sem prévio aviso. Assim os concessionários eram totalmente dependentes dos oficiais dos serviços de inteligência.

Já a Ordem de Serviço Nr.1 editada no verão europeu daquele ano estabelecia que toda a receita da empresa, deduzidas as despesas, era propriedade do concessionário. Desta forma se premiava o bom comportamento. Todas as grandes publicações alemãs de hoje se originaram de alguma forma deste tipo de licenciamento. Os licenciados, portanto, contribuíram eficientemente para a reeducação do povo alemão, tendo como efeito colateral a satisfação de amealharem uma nada desprezível fortuna pessoal.

Estou recebendo comunicação de que Dietmar Munier e Harald Neubauer pretendem lançar em janeiro do próximo ano na Alemanha uma publicação mensal, ainda sem título, que pretende enfrentar de igual para igual as “politicamente corretas” Spiegel, Focus e Stern. Vamos aguardar.

 

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ELEIÇÕES NA ALEMANHA

 

          O leitor Clóvis chama minha atenção para as eleições que devem se realizar no próximo fim de semana da Alemanha e sugere que eu faça um comentário. Vou tentar dizer alguma coisa, apesar de não acompanhar com abalizado interesse o que lá vem ocorrendo. Poderia se dizer também que não é propósito deste meu canal de acesso à rede mundial tratar da história política atual, mas sim, buscar a verdade sobre a II Guerra Mundial. Porém porque não? Esta Alemanha democrática é consequência daquele conflito e resultado que os vencedores queriam.

          O fato é que nada vai mudar. Angela Merkel, CDU/CSU, representando os democratas cristãos e socialistas cristãos, deverá seguir no comando, buscando suas ordens nas reuniões dos Bilderbergs e em Washington. Continuará reverenciando o Conselho Central dos Judeus e passando descompostura no Papa quando achar necessário. Provavelmente terá outra vez a maioria dos votos, mas não o suficiente para poder dispensar uma coligação, possivelmente desta vez com o FDP, democratas livres. Atualmente governa em coligação com o SPD socialdemocrata. Domingo próximo enfrentará exatamente um candidato lançado pelo SPD Frank-Walter Steinmeier, aparentemente sem qualquer chance. Mas, tudo “farinha do mesmo saco”. Lembram do SPD? Foi aquele que, quando era maioria sob Gerhard Schröder, notabilizou-se por ter negado a participação da Alemanha na guerra do Iraque. Tudo jogo de cena. Hoje a Bundeswehr, o soldado alemão, está em várias frentes de batalha. Na II Guerra Mundial lutou pela pátria, hoje não sabe por quê. No Afeganistão, onde o soldado alemão está em Missão de Paz já morreram 35. Em missão de paz não se vai com moderníssimo armamento. Missão de paz é tarefa para outro tipo de exército, da Salvação por exemplo.

          É a Alemanha de hoje, a que vai ter eleições democráticas no próximo domingo, 27 de setembro. É a Alemanha que manda seus soldados lutar sem causa enquanto seus deputados aprovam lei reabilitando todos os condenados por deserção e traição da última guerra. Cidades se apressam a construir monumentos aos que quebraram seu juramento à bandeira, assim como já construíram memoriais aos soldados inimigos.

          Era de eleições que eu estava falando... Eleições livres, um dos direitos fundamentais do homem. Como andam estes “direitos” na Alemanha? Há liberdade de opinião e pensamento? Sim, enquanto se enquadrar no politicamente correto. Igualdade perante a lei? Talvez sim, no geral. Não, em relação a determinados grupos étnicos que são mais iguais. Liberdade de imprensa? Sim, para os respectivos donos e enquanto não defenderem idéias nacionalistas.

          E os partidos, há liberdade democrática para a formação de partidos políticos? Bastante limitada e controlada. Há que se evitar que um novo partido comece outra vez com oito membros. O único partido lá existente com alguma tendência nacionalista, o NPD, está sob severa vigilância, recentemente sua direção foi até mesmo vítima de infiltração por parte de quem pretendia mudar sua orientação. No fundo é um quadro bem estável. Os comunistas agora se perfilaram sob um nome sugestivo: Die Linke, A ESQUERDA. Têm chance remota de formar governo numa coligação multipartidária.

          Steinmeier ou Merkel, tanto faz quem vai ser eleito, a política continuará a mesma. Resta certo suspense em torno da participação de votantes, uma vez que lá ela não é obrigatória.

 

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CAFAJESTES INGLÓRIOS

 

Vem aí mais um sucesso de bilheteria para atestar a inclemente e interminável agonia de um povo. Quentin Tarantino, responsável por roteiro e direção, já tem ficha de bem sucedido com filmes de violência e agora parece que vai superar a si mesmo com Inglourious Basterds (o “e” é proposital). Deverá estrear em outubro nos nossos cinemas. É mais uma produção que se insere nesta classe que já constitui um gênero próprio como era o caso dos westerns de ontem. No lugar do índio pele-vermelha entrou o alemão/nazista, um como o outro extermináveis.

  O filme começa com Brad Pitt no papel do tenente Aldo Raine convocando oito voluntários, para com ele saltarem de paraquedas sobre a França ocupada. “Temos um só objetivo: matar nazistas. Seremos cruéis. Os rastros das nossas atrocidades serão encontrados nos corpos destripados, esquartejados e desfigurados que deixaremos para trás. Nazistas não merecem tratamento humano! Devem ser extintos. Cada um de vocês me deve cem escalpos nazistas.” Temos aí, como falei, a lembrança do pele-vermelha, assim como no roteiro nazista e alemão são sinônimos.

O filme já entrou em cartaz nos Estados Unidos e a propaganda é ilustrada por um taco de baseball ensanguentado no qual está  pendurado um capacete alemão. O porrete é acessório do “Urso-Judeu”, um temido e sádico matador, membro da equipe. Em uma das cenas um oficial alemão prisioneiro dos Basterds se nega a dar informações. Então o comandante Brad Pitt chama o “Urso-Judeu” e diz: “Temos aqui um alemão que deseja morrer pela pátria. Preste-lhe o favor.” Sob gargalhadas dos Basterds o porrete é acionado.

Os killers de Tarantino não apenas matam nazistas, mas buscam uma total aniquilação de suas vítimas. Destroem seus documentos, arrancam seus escalpos, o ouro dos seus dentes e lhes tirando as botas, arrebatam sua dignidade.

O filme já garantiu a Tarantino uma indicação à Palma de Ouro em Cannes. Há quem aposte que o filme renda mais indicações, inclusive ao Oscar. Um sumário publicado na internet diz que é “Um prato cheio para quem gosta de assistir a cenas de tortura, diálogos inteligentes e violência psicológica”. Tal comentário me conduz a uma interrogação, no meu modo de entender, pertinente: Quem GOSTA, sente prazer, satisfação, contentamento, deleite. Em outras palavras, se identifica. Assim mesmo tais produções conseguem encher as salas de cinema. Será que, além de tudo, estamos nos tornando um mundo regido pelo sadismo dos psicopatas?

Outro fato estarrecedor. Este filme foi co-financiado pelo “Fundo Alemão de Fomento ao Cinema” (Deutscher Filmförderfonds) com 6,8 milhões de Euros. Isto só pode estar acontecendo a um povo ao qual está se subtraindo a identidade e até a própria alma.

 

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PLUTOCRATAS

          Aqui estou novamente depois de rápidas férias gozadas no gostoso, cálido e hospitaleiro Nordeste brasileiro. Depois, também, de a memória dos alemães ter passado mais ou menos incólume pelo 1.de setembro. Mesmo assim acho que valeu a pena ter dedicado os últimos ensaios aos dias que antecederam à eclosão da II Guerra Mundial. É grande a falta de conhecimento do que realmente ocorreu há 70 anos, naqueles dias fatídicos.

          Quanto mais se acompanha tudo o que aconteceu depois ― guerras por toda parte, culminando com a subserviência da maioria das nações a um poder central ― fica evidente que a Alemanha dos anos 30 já era uma pedra no sapato deste superpoder. Tudo mais, ideologia, racismo, opressão, imperialismo foram e são pretexto para enganar o mundo. Mas o que é que aquela Alemanha tinha de tão temerário, tão ameaçador, para que se tenha feito e se continue fazendo tudo para calar os seus arautos e seus defensores? É que a Alemanha de então identificou o que se passava pelos bastidores mundiais, rebelou-se contra as forças que estavam a estabelecer a Nova Ordem Mundial e deu nome aos bois: PLUTOCRATAS.

          Entendo que é um grande erro ficar insistindo na adversidade entre nazistas e judeus. Só serve para desviar a atenção dos verdadeiros manipuladores dos destinos mundiais. Entre estes estão não só os Rothschilds, Warburgs, Baruchs, Morgans como também os Rockefeller, que são evangélicos e muitos outros que não pertencem à confissão dos primeiros. São donos de bancos, companhias petrolíferas, editoras, reis, rainhas, chefes de estado. São principalmente donos de muito dinheiro. Capitalistas ou, como os definiu um grande expert em comunicação social de outrora, PLUTOCRATAS. Suas decisões são tomadas em reunião dos Bilderberger, da Comissão Trilateral, do Council on Foreign Relations, do Roundtable. Interessante para nós é o fato de que nas listas de membros não se encontra qualquer nome sul-americano. Será que adianta acreditar que o PRÉ-SAL vai ser nosso?

          Mas o verdadeiro e grande perigo está no renascimento da Alemanha dos anos 30! A própria revisão da História é uma ameaça da qual a humanidade deve ser protegida por lei. Hollywood continua produzindo filmes do gênero, foram 170 depois da Lista de Schindler. São incontáveis as pessoas que gratuitamente ou não aderem à tal campanha de proteção. Leio um livro de Sidney Sheldon e lá está um dos principais personagens descrito com filho de vítimas do holocausto. Leio a Veja e encontro o jornalista Jerônimo Teixeira escrevendo sobre o “Nazismo em todo lugar”. Em João Pessoa/PB uma senhora, dona de uma banca de venda de cocada e outras guloseimas, mostra-me orgulhosa um livro do poeta e empresário Paulo Miranda (falecido aos 105? anos). Escreveu belos sonetos, um inteirinho sem a letra a, outro sem e, outros seguindo sem usar as demais vogais. Ao final uma página inteira com elucubrações sobre o nome Adolf Hitler, chegando à dedução cabalística do seu significado, ou seja, 666 o número da besta.

          Exceção encontro no MILLÔR na Veja do último dia 2 de setembro, quando no seu artigo semanal generaliza dizendo que “o ser humano é um animal inviável”. Na sua relação de malefícios praticados pelo homem só fala marginalmente dos campos de concentração e ainda complementa: Se os alemães tivessem vencido, isso jamais apareceria e vocês iam ficar estarrecidos com os horrores praticados pelos “nossos”. 

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BUSCANDO A PAZ

 

          Vou agora ficar alguns dias longe da Internet. Consequentemente deverei interromper, por talvez duas semanas, o contato com os leitores deste blog. Peço que me desculpem e que não me esqueçam. Mas antes disto aqui vai mais uma notinha bem interessante datada daqueles dias, distantes agora quase 70 anos.

          Foi no dia 11 de outubro de 1939 que o Sunday Times inglês publicou um artigo de autoria do ex-premier britânico David Loyd George. Ali ele dizia:

 

          O último discurso de Hitler pode servir de base para uma conferência de paz. A verdadeira guerra entre Grã-Bretanha e França de um lado e Alemanha do outro ainda não começou. Todos os povos desejam sinceramente que uma nova guerra mundial seja evitada. Porque então não se propõe uma conferência entre as principais potências mundiais, para que se faça um exame da situação. Hitler já propôs alguns pontos para discussão. Nós podemos propor os nossos. É essencial que se consiga fazer os Estados Unidos participar de uma conferência destas.

 

Isto bem demonstra que entre os políticos ingleses também havia gente conscienciosa, como o próprio premier de então, Neville Chamberlain. Mas eles foram inclementemente encostados ou defenestrados pelo grupo liderado por Churchill, que queria a guerra a todo preço. Mesmo assim nos próximos dias imprensa e televisão daqui e do mundo repetirão a velha falácia de ter sido a Alemanha a grande culpada, omitindo-se a responsabilidade dos demais governos no desencadeamento da II Guerra Mundial.

 

Acabo de receber um livro lançado agora pela RECORD com o título “A missão secreta de Rudolf Hess”. O livro tem Martin Allen como autor e aborda com riqueza de detalhes o enorme esforço feito pelo governo alemão de manter ou restabelecer a paz enquanto era tempo. É verdade que não dá para entender que um autor tão bem informado se curva aos ditames da “political correctness”, encaixando, sempre que o enrede permite, alguma observação sobre o propósito alemão de dominar o mundo. Não cheguei ao final do livro, talvez ali encontrasse a explicação de como pretenderia conseguir tal objetivo buscando constantemente a paz.

 

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MAIS UM REVISIONISTA

 

          Ainda tendo em vista que estão se repetindo pela septuagésima vez os dias que antecederam à II Guerra Mundial, volto mais uma vez ao assunto.

          O historiador Dr.Stefan Scheil acaba de lançar na Alemanha pela editora Duncker & Humblot um livro denominado “Churchill, Hitler e o Antisemitismo”. O forte de suas pesquisas é a política internacional dos anos 1930. Deparei com uma entrevista que este autor deu à revista DMZ, edição Nr.69 de 5-6/09 e procurarei resumi-la aos meus leitores. Ele trata especificamente dos precedentes políticos do conflito germano-polonês e ressalta que os livros de História fazem de conta que esta anterioridade não existiu. Retratam tudo como se tivesse sido um ataque unilateral puro e simples, quando de fato o dia 1. de setembro foi antecedido por meses de crise e durante a qual foi a Polônia o primeiro país a mobilizar suas forças armadas e o primeiro a expressar ameaças concretas de guerra. Retrocedendo, Scheil explica: A partir de 1938 se impuseram revisões territoriais como consequência das demarcações aleatórias traçadas em Versailles. Estados de estrutura frágil, como a Tchecoslováquia, se desfizeram. Outros apresentaram reivindicações, entre outros a Alemanha, Itália, Hungria e também a Polônia. Neste contexto não se pode esquecer que Estados Unidos e União Soviética não haviam reconhecido os tratados de 1919.

          Na Polônia atuavam consistentes forças políticas que viam a existência de sua nação garantida só como grande potência, havendo para tanto necessidade de conquista de importantes áreas territoriais da Alemanha. Círculos governamentais em Varsóvia a falar em “nossa Danzig, nossa Prússia Oriental, nossa Silésia, nossa Pomerânia”. Por isso a proposta alemã de reconhecer as fronteiras atuais não encontrou qualquer respaldo. Confiavam estas forças polonesas no apoio que outras potências ocidentais podiam lhes oferecer. Winston Churchill já teria dito em 1934 que o Nacional-socialismo oferecia a oportunidade de se derrotar definitivamente a Alemanha. Na virada do ano 37/38 o embaixador polonês em Washington já informava o seu governo que lá uma guerra contra a Alemanha era coisa decidida.

          Em meados da década de 30 Churchill passou a liderar uma estranha coalizão de forças conservadoras, liberais, esquerdas, cristãs e judaicas. O grupo se denominava “Focus” e tinha por objetivo incitar a Inglaterra contra o Nacional-socialismo e colocar Churchill na chefia do governo. Serviu-se de todos os meios, sejam publicitários, conchavos e falsificações. O serviço secreto inglês fez chegar ao presidente Roosevelt mapas adulterados que mostrariam planos de invasão da América do Sul pelos alemães.

          A existência deste “partido da guerra” na Inglaterra era de conhecimento do governo alemão e fez com que este, depois do acordo de Munique, buscasse evitar novas áreas polêmicas. Mesmo assim aconteceu o estabelecimento do “Protetorado” na Tchecoslováquia, porque depois de Munique a Polônia e Hungria também passaram a reivindicar territórios tchecos, ao passo que a Eslováquia se declarava independente. Hitler esclareceu aos ingleses o caráter emergencial da medida e prometeu voltar atrás dentro de um acordo geral.

          Realmente no verão europeu de 1939 ainda houve conversações entre os governos alemão e inglês durante as quais o premier Chamberlain se dispôs até a considerar uma anulação da garantia de apoio dada à Polônia e uma nova estrutura para as áreas coloniais. Mas Chamberlain estava sob forte pressão e não se deu continuidade aos entendimentos, apesar da extrema generosidade (segundo Chamberlain) das propostas alemãs.

          Do outro lado estava a figura de Stálin. Este contava com uma guerra europeia. Era o que mais queria. Para que a Polônia arriscasse uma guerra contra a Alemanha era preciso que se sentisse segura do outro lado. Daí a renovação do pacto de não-agressão polono-soviético em fins de 1938. Stálin também não queria assustar a Alemanha entrando numa aliança com Inglaterra e França. Em lugar desta firmou pacto de não-agressão com a Alemanha, com o que complementou sua estratégia provocatória. Já Hitler entendeu este pacto como chave que abrisse as portas para um acordo idêntico com a Inglaterra, que efetivamente propôs no dia 25 de agosto de 1939.

          Do exposto pode ser deduzido que o número de interessados numa guerra em 1939 não era pequeno. Uma situação repleta de contrastes, inclusive ideológicos, onde temos o capitalismo, o nacional-socialismo, o nacionalismo quase autista polonês e o stalinismo.

          O entrevistado encerrou dizendo que esperava estar contribuindo para corrigir a visão simplista de hoje, que atribui à Alemanha a responsabilidade exclusiva pelo desencadeamento da II Guerra Mundial.

 

 

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DISCRIMINAÇÃO DOS ALEMÃES NA POLÔNIA

 

 

          O ano de 1938 foi um ano de sofrimento para a minoria populacional alemã na Polônia. Medidas discriminadoras adotadas pelo governo desse país agravaram as tensões já existentes. Como razão destas perseguições os mandatários poloneses alegavam maus tratos que poloneses residentes na Alemanha estariam lá sofrendo. É preciso que nos lembremos que com o Tratado de Versailles em 1919 grande área territorial foi desmembrada da Alemanha e incluída na recém criada Polônia. Portanto a “minoria” alemã então incorporada à população do país vizinho era incomparavelmente mais numerosa que a minoria polonesa na Alemanha. Esta, no censo demográfico realizado em 1920 na Alemanha derrotada e humilhada, somou entre os residentes nas regiões limítrofes, 15.927 pessoas que se declararam poloneses ou descendentes. Este número caiu para 212 em maio de 1938. A divulgação destes dados acirrou ainda mais o ânimo dos poloneses, que alegavam haver uma assimilação forçada, esquecendo que a Alemanha vivia um período de euforia e bem-estar econômico.

          Fundamental para o agravamento progressivo da tensão deve ter sido o receio de que Hitler viesse a reivindicar a autodeterminação do povo, prometida antes de fatídico Tratado de Versailles. Seria uma consulta popular que poderia questionar o retalhamento territorial havido. Como já acontecera no caso da Áustria e dos Sudetos na Tchecoslováquia. Este receio era insuflado por importantes órgãos da imprensa mundial liderados pelo “New York  Times”. Independente das forças externas que incitavam o país contra a Alemanha, o polonês, recém libertado do jugo russo, passou a ver no alemão e no ucraniano novos opressores em potencial. Assim extrapolou em suas ações contra estas minorias. Em 1938 botou em prática um plano que proibiu alemães de serem proprietários de terra numa faixa de 30 km da fronteira*. Escolas alemãs foram fechadas. As empresas eram induzidas a não empregar força de trabalho germânica ocasionando nesta grande taxa de desemprego. Entre 1920 e 1939 cerca de um milhão de alemães deixou a Polônia.

          Foi a Polônia que depois da primeira guerra instalou os primeiros campos de concentração** na Europa Central, a saber: Szezypiowo e Stralkowo que receberam perto de 16.000 alemães. Berza-Kartuska e Brest-Litowsk para 30.000 pessoas, principalmente alemães e ucranianos, mas também para adversários políticos. De março a meados de setembro de 1939 foram internados mais de 50.000 alemães em campos de concentração na Polônia.

          O fato é que o povo polonês era metodicamente orientado e estimulado a ver no seu vizinho alemão um inimigo. Agia com este propósito o agrupamento chamado OZON, criado por um coronel Adam Koc. Propunha-se a criar a unidade nacional. Com objetivo idêntico operava a associação “Polônia Jovem”, esta de orientação não apenas antigermânica como também antijudaica. Some-se a tudo isto a recusa do governo polonês de participar de qualquer tipo de negociação e tem-se pronta a fórmula para desencadear um conflito armado.

          Última hora: Acabo de ver no noticiário da noite que na Polônia trabalhadores da construção encontraram junto à cidade ex-alemã de Marienburg, situada na fronteira com o ex-Corredor Polonês, uma cova coletiva com 2116 corpos, principalmente mulheres e crianças, “provavelmente” alemãs, vítimas de chacina. Tiveram agora um sepultamento decente...

 

*   - The forced war – Prof.Dr.David L.Hoggan

** - Verschwiegene Dokumente (Documentos ocultos) – ISBN 3-924309-26-4

 

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